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Cultura

Sintomas da síndrome maníaca

Sandra Ribeiro

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A euforia ou alegria patológica, a expansão do Eu constituem a base da síndrome maníaca. Além disso é fundamental e está quase sempre presente a aceleração de todas as funções psíquicas. Manifesta-se como agitação psicomotora, exaltação e pensamento acelerado. A atitude geral da pessoa é alegre, brincalhona ou irritada, arrogante. Além das alterações propriamente do humor (euforia, elação) e do ritmo psíquico (aceleração), na esfera ideativa verifica-se um pensamento em geral superficial e impreciso; a pessoa fala mais do que pensa. Pode-se observar os seguintes sinais e sintomas nas síndromes maníacas: aumento da autoestima. A pessoa sente-se superior, melhor, mais potente, engrandecimento do Eu. Insônia, mais precisamente a diminuição da necessidade de sono. Produção verbal rápida, fluente, persistente e sem lógica. Tendência irresistível de falar sem parar, irritabilidade, arrogância, heteroagressividade, desinibição social e sexual, tendência exagerada a comprar objetos, mania de grandeza e alucinações.

Em tempos de pandemia: diante do cenário de confinamento, distanciamento social e falta de perspectiva, é preciso se atentar às emoções que se fazem mais presentes e se há uma grande dificuldade de lidar com a realidade e de se reinventar diante do mal-estar atual, uma vez que esses sentimentos podem gerar sintomas patológicos e desencadear quadros de depressão ou de mania, ou seja, servir como gatilho emocional. Dessa forma, uma pessoa aparentemente produtiva e extremamente entusiasmada pode estar passando, na verdade, por condição psiquiátrica complexa: a bipolaridade.

Durante a fase de mania ou euforia é comum que haja maior comportamento de desinibição, gastos excessivos e aumento da irritabilidade, variando os níveis. O episódio pode ser um desafio também para as famílias que por causa do isolamento social passam mais tempo juntas.

O transtorno bipolar se caracteriza por oscilações entre estado de depressão, em que a pessoa pode ser tomada por intensa ideação de ruina e pela mania, sendo tomada por sentimento de impotência e perde a noção de perigo. Ambas podem levar a situações de alto risco. A compreensão dos quadros é importante: é preciso diferenciar os aspectos da personalidade, uma crise de mania ou de depressão. Isso é fundamental para a reconstrução dos laços afetivos que se desgastaram por desconhecimento sobre a doença.

O transtorno bipolar não é recente na história da humanidade. Sabe-se que episódios maníaco-depressivo são descritos há anos como doenças, entretanto, o modo como nos relacionamos com ele se modificou intensamente ao longo dos tempos. Na atualidade o transtorno bipolar compõe o rol do DSM-V (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais). A definição do transtorno bipolar está diretamente relacionada ao seu caráter fásico, episódico, semelhante aos de outros transtornos mentais e neurológicos, assim verificam-se episódios maníacos, depressivo e maníaco-depressivo. “Mesmo utilizando as mais adequadas estratégias medicamentosa, o curso do transtorno é frequentemente, caracterizado por sintoma crônico e por altos índices de recaída e internações. O transtorno bipolar é uma doença crônica que afeta uma população entre 15 a 44 anos é considerada a sexta maior causa de incapacidade médica mundial, pois associa-se, a altas taxas de desemprego, dificuldades relacionadas com o trabalho e stress interpessoal”. Atualmente teve um aumento drástico.

Critérios diagnósticos para os transtornos maníacos segundo o DSM-V. Período de pelo menos uma semana com sintomas bem-demarcados de: humor persistente elevado, irritado ou expansivo.
Nas síndromes maníacas a pessoa pode ir do “amor” ao “ódio” e obter consequências drásticas pelo fato de não conseguir manter um autocontrole. Vivencia tudo com muita intensidade. É necessário buscar ajuda de um profissional da saúde mental, por causa dos danos causados à saúde física e mental. O tratamento é feito por meio de terapia e do uso de medicamentos.

Saúde para todos nós!

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Cultura

Rosa Martins Clemente – história e memórias

Tomaz de Aquino

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Esta pessoa maravilhosa que foi luz em Jaguariúna nasceu em Morungaba, no dia 06 de setembro de 1925, Filha de Ângelo Martins e de Guilhermina Rodrigues do Carmo, berço de sólida formação católica. Moradora por décadas na Rua Alfredo Engler em casarão de 1894, vizinho da atual Loja Montreal. Chegou com os pais e irmãos: Ditinho Sorveteiro e Florinda para Jaguariúna, em 1935. Estabeleceram-se com a primeira sorveteria nas duas últimas portas do sobrado de esquina de 1896, dos Poltroniéri. Hoje, Biblioteca Municipal. A vida da família oscilava entre o trabalho que começava na madrugada e a participação na vida da Igreja. Rosa, menina, ia buscar leite, a pé, com os irmãos menores, na Fazenda do Pires (Florianópolis, (Serrinha) para seus pais prepararem os sorvetes. Antes de clarear o dia participava da Missa e comunhão. Assim desde cedo, recebeu o dom de Santa Cecília para o canto e a música sacra. Família com grande sensibilidade artística, ouvido apurado e voz afinada, todos os filhos cantavam maviosamente, assim como seu pai. Padre Mariano encaminhou-a juntamente com Therezinha Búffolo a um curso de organista em Campinas. Rosa ingressou na Pia-União das Filhas de Maria. Era catequista, cuidava das meninas da Cruzada Eucarística. Preparava-as para a coroação de Nossa Senhora. D. Rosa participava dos teatros na Sede dos Marianos, nos anos 40. Guardava consigo os textos originais assim como zelava por um caderno que continha os discursos feitos nas solenidades. Doou-o para a Casa da Memória. Era a memorialista que nos contava a história da Igreja local: as procissões de barco de 1938 e 1942, no Rio Jaguari, com a respectiva encenação. Ela não se cansava de mencionar os dotes musicais do Padre Simões que compôs missa cantada em Latim e que se banhava no Jaguary, diariamente, às 6h da manhã. Sabia do valor histórico das fotografias e guardava-as com cuidado. Cedeu as mesmas para cópia desta Casa da Memória. A Igreja Católica era plena, em seu calendário litúrgico, de novenas, tríduos, 1ªs Sextas-Feiras do Mês, confissões, comunhões, semanas de evangelização, sermões, missões, rezas, bênçãos do S.S. Sacramento, hinos, alvoradas, repiques de sinos, altares, procissões, andores, romarias, vias-sacras, guardas, visitas. Tempo da Igreja piedosa e evangelizadora do Papa Pio XII. Dona Rosa tornou-se o símbolo do trabalho voluntário na igreja e na comunidade. Nunca se omitia. Partia para a ação. Esposa exemplar do Sr. Valdomiro Clemente, funcionário municipal, e mãe dedicadíssima da Prof.ª Dinah, do saudoso Charles e da Prof.ª Mônica, foi também a madrinha do Maestro Dr. Lima Júnior e sua irmã Maria Teresa de quem ajudou a cuidar na infância. No mês de outubro, Pe. Gomes, quando o coro não podia comparecer, incumbia a ela do canto no mês do Rosário. Tinha voz de cristal como soprano, e canora no contralto. Com a morte súbita da organista Therezinha Búffolo Bueno, em 1988, convidada por todos, ela assumiu a posição oficial de organista do Coro Sta. Maria e, depois, com a enfermidade do Prof. Mário Bergamasco, assumiu também o Coro Santa Cecília. Responsabilidade, dedicação, empenho eram as suas virtudes nas tarefas que assumia. Nunca faltava a um compromisso! Preparou o coral para a apresentação da |Missa cantada “De Angelis” nos 90 anos de Pe. Gomes, e seus 50 de Jaguariúna, em 1997. Cozinheira de mão cheia recusava os convites, quando a família queria levá-la a um restaurante. Fazia questão de preparar sozinha as refeições, receber a todos e atender os pedidos dos filhos e netos que apreciavam seus saborosos pratos. Professora de Corte & Costura, costurava para a família e teve grande clientela. Bordava o ponto-cruz com perfeição. Após a cirurgia nos olhos, no adentrar do século XXI, passou a batuta do órgão eletrônico da Igreja para as suas pupilas e afilhados Júnior e Mathê, permanecendo como cantora até 2008. Cantou aproximadamente 73 anos. No dia 09 de outubro de 2011, Monsenhor Gilberto comunicou, na Missa dominical, que o Coro dos Anjos precisou de reforço e veio buscá-la. Vida plena de trabalho, doação e exemplo. A Ela nossa Homenagem!

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Cultura

ANCINE veta captação de recursos para filme sobre FHC

Vanderlei Tenório

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Segundo matéria do Farofafá, da Carta Capital, a Agência Nacional do Cinema (ANCINE) vetou o direito de captação de recursos para o documentário ‘‘O Presidente Improvável’’, sobre a trajetória de Fernando Henrique Cardoso. O filme era proposto pela Giros Filmes, cujo documentário ‘‘Menino 23’’ (2016), de Belizário Franca que se tornou elegível ao Oscar, em 2016.

O Papo de Cinema apurou que a decisão foi tomada pelo presidente substituto da agência, Mauro Gonçalves de Souza, junto ao diretor substituto Edilásio Barra. Na decisão, Souza e Barra alegaram que os motivos apontados para o impedimento se revelam preocupantes, por partirem de um juízo de valor político e ideológico, ao invés de um parecer técnico. Ainda segundo eles, a justificativa critica o “notório aproveitamento político, às custas dos cofres públicos”, na “proximidade das eleições de 2022”. O texto continua: “Se o Supremo Tribunal Federal já declarou a inconstitucionalidade de leis que autorizavam a mera denominação de logradouros públicos com nomes de pessoas vivas, por vulneração do princípio de impessoalidade, me parece, sim, muito mais grave, e pelas mesmas razões, aprovar projeto com conteúdo político na obra em que se homenageia político vivo e ainda em atividade”.

De acordo com o crítico de cinema Bruno Camelo, o raciocínio se revela problemático por diversos motivos. Primeiro, uma obra de arte não deve estar sujeita às mesmas regras aplicadas aos nomes de ruas. Segundo, não cabe à direção da Ancine determinar se o “aproveitamento político” de uma obra é válido ou não – sobretudo em se tratando dos mesmos nomes que acabam de aprovar a captação de recursos para ‘‘Nem Tudo se Desfaz, filme de Josias Teófilo sobre a carreira de Jair Bolsonaro.

Para Camelo, o terceiro motivo, e mais importante, se encontra na ideia de que mencionar um político numa obra, ou analisar a sua história, não equivale necessariamente a homenageá-lo – a leitura pode ser bastante crítica, a exemplo de tantos documentários de Michael Moore e Oliver Stone nos Estados Unidos, e ‘‘Democracia em Vertigem’’ (2019), ‘‘Abismo Tropical’’ (2019)e ‘‘O Processo’’ (2018) no Brasil, ou mesmo ‘‘Não Vai Ter Golpe!’’ (2019), para citar um exemplo de projeto de direita.

‘‘A decisão de permitir algumas obras de cunho político em detrimento de outras cuja linha desagrada ao governo constitui evidente gesto de censura. Normalmente, diante destes casos, os responsáveis repudiam o termo por tecnicamente não proibirem a realização da obra – O Presidente Improvávelainda pode ser realizado apenas com verbas privadas, a exemplo da ficção Lula, o Filho do Brasil (2009). No entanto, a estratégia de dificultar uma produção, ou privilegiar certas vertentes ideológicas, entra na própria definição do termo censura’’, frisa Camelo, em análise feita ao site Papo de Cinema.

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Cultura

Wanderlândia Melo ganha prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante na 1ª edição do Fic Rio

Vanderlei Tenório

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Vanderlei Tenório

Baseado no conto “O Natal na barca”, de Lygia Fagundes Telles, o curta-metragem alagoano “A Barca”, é o primeiro filme escrito e dirigido por Nilton Resende, traça o encontro de duas mulheres com perspectivas diferentes sobre a solidão. Uma delas, ao embarcar e ser perguntada pela condutora sobre qual seria a sua parada, responde: “mas essa barca vai pra onde?” Sem resposta, a viagem se inicia rumo ao desconhecido e nos damos conta de que mais importante que o destino é a forma como se perfaz o caminho.

O curta-metragem alagoano ‘‘A Barca’’ (2019), de Nilton Resende, vem recebendo importantes críticas no meio cinematográfico nacional e internacional, e já conquistou, ao todo 30 prêmios, nacionalmente e internacionalmente. No sábado, 31 de julho, a atriz Wanderlândia Melo, conquistou o prêmio de ‘Melhor Atriz Coadjuvante’, na 1ª edição do Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro (FIC RIO), no Rio de Janeiro. Vale lembrar que ela também é ganhadora de mais três prêmios pela atuação no curta-metragem, respectivamente, ‘Melhor Atriz’, na 8º Mostra de Cinema de Iguatu, e ‘Melhor Atriz Coadjuvante’, no Festival de Cinema de Muriaé e no Rima – Rio de Janeiro Internacional Monthly Awards.

A atriz e palhaça concedeu, nesta semana, uma agradável entrevista ao nosso colunista Vanderlei Tenório. Na breve entrevista, Wanderlândia contou um pouco sobre a emoção de ter ganhado o prêmio e comentou sobre sua participação no curta-metragem. Confira a entrevista:

Tenório: Como se sentiu ao receber a notícia?

Wanderlândia Melo: Eu estava vendo a live com um amigo e fomos vendo as premiações de todas as categorias e quando chegou a de Melhor Atriz Coadjuvante, eu já estava felizona em poder me ver na vinheta. Quando eles falaram meu nome o grito foi igual de gol do Brasil em copa do mundo (risos). Fiquei feliz demais! Feliz pela premiação, pela visibilidade do cinema alagoano na mostra.

Tenório: O que a vitória representa para você?

Wanderlândia Melo: Reconhecimento do trabalho de atriz, reconhecimento do trabalho do Nilton Resende como preparador de elenco e diretor do filme. Representa que não é dom o que move a profissionalização dos artistas da cena, é estudo, técnica, é trabalho.

Tenório: Está esperançosa em receber outras indicações?

Wanderlândia Melo: O filme ‘‘A Barca’’ tem circulado bastante, espero que sejamos reconhecidos sim por essa produção que é linda, que é potente demais!!!.

Tenório: Diga algumas palavras, sinta-se à vontade

Wanderlândia Melo: Eu queria agradecer ao Tenório por esse contato, pois populariza as conquistas que o audiovisual vem ganhando nacionalmente. Esse prêmio é de todes que fizeram ‘‘A Barca’’, que tem uma equipe incrível! E que o filme está disponível no Porta Curtas: https://www.portacurtas.org.br/planos/gpdecinema2021

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