A nova política de revisão de preços dos combustíveis adotada pela Petrobras, desde 30 de junho, vem impactando no bolso do consumidor final como o grande prejudicado, que acaba gastando mais para abastecer o veículo.

Com o novo modelo de reajuste, ao invés de esperar um mês para ajustar seus preços, a Petrobras agora avalia todas as condições do mercado para se adaptar o que pode acontecer diariamente. Com isso, o último reajuste anunciado na terça-feira, 14, já em vigor, elevou o preço da gasolina em média a R$ 4 o litro na maioria dos postos em Jaguariúna. O etanol e o diesel também tiveram aumentos.

Consumidores têm sentido o reflexo do reajuste dos combustíveis com a nova política de preço da Petrobras \ Foto: Edmilson Alves

O novo reajuste para os combustíveis foi de 0,30% no preço da gasolina nas refinarias e alta de 1,20% no preço do diesel. Com o novo modelo, a Petrobras espera acompanhar as condições do mercado e enfrentar a concorrência de importadores.

Para quem utiliza seu veículo diariamente já sente o aumento das despesas. Como é o caso do vendedor autônomo Márcia Guerra. “Costumava abastecer cerca de R$ 60 por semana há um mês atrás, hoje gastos cerca de R$ 20 a mais”.

Quem também sentiu o aumento dos preços dos combustíveis nas últimas semanas foi o motorista de aplicativo Marco Antônio, de Campinas, que estava em Jaguariúna para uma corrida. “O combustível é para nós como se fosse um complemento de nossa ferramenta de trabalho. Quando aumenta o preço, nosso lucro diminui, pois não temos reajustes no valor da corrida”, explicou.

No entanto, na quinta-feira, 16, A Petrobras anunciou a redução em 3,8% nos preços da gasolina a partir de sexta-feira, 17, nas refinarias, na maior queda em um único dia desde o início de julho, quando a empresa começou a ajustar os valores dos produtos vendidos às distribuidoras quase que diariamente.