Após denúncias e investigações sobre fabricação e comércio de produtos alimentícios embutidos clandestinos, a Polícia Civil de Jaguariúna deflagrou a operação intitulada ‘A Carne é Fraca’, que resultou na lacração de um frigorífico irregular e a apreensão de quatro toneladas de carne em Jaguariúna na última segunda-feira, 27.

Segundo a Delegada de Polícia, Juliana Belinatti Menardo, a denúncia chegou para as autoridades através do departamento de investigação, informando a existência de um frigorífico clandestino comercializando linguiça de frango de forma irregular. Nesta ocasião, a equipe deflagrou a operação juntamente a Vigilância Sanitária e os fiscais da prefeitura.

Secretaria Estadual de Agricultura atestou estabelecimento como: ‘carne imprópria para o consumo’ \ Foto: Polícia Civil

“Fomos primeiramente em uma distribuidora de alimento verificar as condições do local. Ali era propriedade de atribuição da Vigilância Sanitária, que na ocasião já constatou algumas irregularidades e apreendeu algumas mercadorias”, narra a Delegada Juliana Belinatti Menardo.

Informa a autoridade, que neste momento, o proprietário informou que havia um sítio entre Jaguariúna e Pedreira, e disse que neste sítio eram fabricadas as linguiças de frango e pernil.

Presentes no local informado, mais irregularidades foram encontradas, e como se tratava de uma região não pertencente a atribuição da Vigilância Sanitária, a Secretaria Estadual de Agricultura foi acionada.

“Acionamos o órgão estadual, e no sítio foram constatadas as piores irregularidades. O local era clandestino, sem nenhum alvará, inspeção sanitária e condições de armazenamento impróprias para o consumo, como: fortes odores, água do ar condicionado pingando em carnes armazenadas em caixas plásticas, corante utilizado nos alimentos ao lado do cloro sanitário; não tinha inspeção de qualidade, a água utilizada na fabricação da linguiça era retirada do poço artesiano sem inspeção de qualidade nenhuma, o descarte da água era jogado no rio sem nenhum tratamento, ou seja crime ambiental também”, descreve a autoridade.

Desta forma, o órgão estadual lacrou o local de imediato, apreendeu quatro toneladas de carne (que foram destruídas), multou o estabelecimento e atestou como: ‘carne imprópria para o consumo humano’.

Em relação a distribuidora, os fiscais da prefeitura autuaram para que suspendessem o comércio de imediato. A operação também percorreu os mercados que comercializavam os produtos, onde apreenderam cerca de 200 kg de mercadoria que já estava em circulação.

O proprietário foi conduzido para a Delegacia de Polícia de Jaguariúna e autuado pela Delegada por dois crimes de relação de consumo, ficou preso de segunda-feira (27) até terça (28), onde posteriormente fora conduzido para audiência de custódia. Na audiência, a autoridade judiciária determinou ao indiciado o pagamento do valor de quatro salários mínimos, o que o fez e foi liberado.