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Economia

Ibovespa um ano após a queda

Juliana Vilas Boas

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Olá meu povo Rico! Há exatamente um ano, em 12/03/2020, os mercados de capitais ficaram marcados na história, o Ibovespa caia 14,78%, o maior tombo deste século, devido à preocupação do novo coronavírus (Covid-19) no País. Naquela quinta, dois circuit breaks traduziam as incertezas do mercado até hoje.

O circuit breaks é o botão que é acionado para que o mercado quando a bolsa cai 10%, e depois 15% foi acionado seis vezes numa sequência de oito pregoes. Naquele dia muitas empresas de representatividade no mercado tiveram desempenho muito negativos, as que sofreram maior impactos foram as companhias aéreas, como Gol e Azul.

A 12 meses o Ibovespa fechava o dia com 72.582 mil pontos, com os investidores monitorando os impactos da doença na economia global, o Brasil registrava 77 novos casos e no ministro Paulo Guedes afirmava que seria uma crise passageira.

Em 2020 o produto interno bruto (PIB) caiu 4,1% a maior retração desde 1996. No cenário da saúde hoje o País está em seu pior momento, batendo recordes sequenciais da media de mortes pela doença.
O mês de março do ano passado não sairá da memória dos investidores tão cedo. Durante aquele período o Ibovespa caiu quase 30% na maior proporção de 1998. Por outro lado, quem entrou na bolsa em abril, não passou por este ambiente critico, e surfou na onda do mercado em linha reta para cima.

O ano passado a Bolsa brasileira praticamente subiu em linha reta, impulsionada pela queda na taxa de juros e alocação da poupança local. Entretanto, agora com a perspectiva de aumento da Selic e menor auxílio emergencial (com desemprego ainda alto), outros aspectos voltam a entrar na análise.
Aqueles que entram em março ganho o Ibovespa quando a mesma fechou em na casa dos 63 mil pontos, obtiveram ótimos resultados até o começo deste ano quando a mesma chegou aos 125 mil pontos, porém recuou novamente diante das incertezas politicas e escalada da pandemia.

E o que esperar neste momento, muitos se perguntam se faz sentido o maior acionário da B3 retornar tudo o que foi perdido, enquanto a economia derrapa e procura atenuar os riscos com o isolamento social?

Segundo Elias Wiggers do escritório EQI, sim “A economia real sempre demora mais para se recuperar do que o mercado de capitais de capitais, pois assim como ocorrem nas quedas , os investidores costumam tentar antecipar os movimentos .Quem compra Bolsa, compra futuro, afirma o especialista.
Embora os esforços do governo para manter o sustento das atividades tenha sido importante, existem entraves macroeconômicos a frente, consequentemente subir a taxa de juros e uma disrupção da estabilidade econômica”.

Segundo um levantamento da XP Investimentos, até esta sexta 54% das empresas que já divulgaram seus resultados do quarto trimestre e que compõem o Ibovespa, superaram as expectativas do mercado. Do restante, 27% veio em linha com o estimado pelos analistas e apenas 19% abaixo das projeções.
Com as dificuldades impostas pela pandemia, os investidores embutem suas expectativas ajustadas às empresas, e mesmo assim boa parte do mercado brasileiro está resiliente.

Vale lembrar que, até o fim do ano passado, o Brasil possuía 19,7 milhões de CNPJs ativos, segundo o Mapa das Empresas. As cerca de 420 companhias listadas na Bolsa são as melhores do País e, em sua maioria, sairão da crise melhores do que entraram

E vamos lá ao que nos espera, este ano de 2021! Fortes emoções e muita saúde para todos nós!

Fonte Suno Notícas

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Economia

Dia dos namorados e a expectativa de um comércio aquecido

Edilaine Alves

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Com a comemoração do Dia dos Namorados neste final de semana o comércio tem uma grande expectativa de que a data criada exatamente com fins de estimular as vendas tenha um efeito semelhante ao que se viveu no Dia das Mães e estimule um crescimento nas vendas. O comércio e outros setores que vinham sofrendo com a baixa rentabilidade causada pela pandemia no início do ano tiveram uma recuperação com as boas vendas registradas na última data comemorativa e poderão respirar ainda mais aliviados caso as expectativas para o dia dos namorados se confirmem.

A esperança é de que até o domingo o Dia dos Namorados resulte num bom número de vendas para os comércios locais e também por meio da internet. Acredita-se que o aumento deverá ser de 20%o que é um número considerável principalmente quando avaliamos com os números de 2020 em que a data foi vivida durante o momento mais difícil da crise sanitária e econômica gerada pela pandemia do novo coronavírus.

Mesmo que a normalidade da vida pré-pandemia ainda não tenha sido retomada, neste ano a população já está mais adaptada a este estilo de vida de isolamento ao qual todos estão obrigados pelo novo coronavírus. Também temos que considerar que ao contrário de 2020 que muitas pessoas não saíram de casa e nem viram as pessoas amadas presencialmente por causa dos lockdowns, barreiras sanitárias ou pelo temor da doença, neste ano as pessoas já estão podendo sair de suas casas, ainda que respeitando diversas regras de cuidado sanitário. Assim as pessoas neste ano já estão mais confiantes para irem às compras e gastarem.

Os comerciantes também já entenderam melhor a dinâmica de como vender para um cliente que muitas vezes não pode ser atendido presencialmente ou cujo presente não será entregue pessoalmente. Muitos comerciantes hoje planejam a criação de kits ou outros produtos diferenciados que faça com que o cliente se sinta mais atraído a comprar mesmo à distância.

Segundo um levantamento realizado pela Consultoria Internacional Bip e pelo Instituto Qualibest, 54% dos clientes ainda planejam comprarem os presentes que serão dados para parceiros pela internet. Isto pode muito mais do que ser um simples sinal referente a pandemia e as necessidades de distanciamento social, mas também porque a clientela realmente adquiriu novos costumes ao longo deste período e agora acaba preferindo a facilidade oferecida pela internet.

Para a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviço e Turismo em 2021 deverá se movimentar R$ 1,65 bilhões, o que equivale a um crescimento de 2,5% com relação aos números registrados em 2020. O número pode parecer modesto, mas temos de lembrar que este ano além da inflação causada pela crise econômica, no ano anterior neste período muitas pessoas estavam recebendo o Auxílio Emergencial. O benefício pago pelo Governo Federal serviu como um estímulo e permitiu que as pessoas presenteassem seus amados apesar de todas as dificuldades econômicas que viviam.

Neste ano se deverá vivenciar um aquecimento e o dia dos namorados também deverá ser feliz para comerciantes e para aqueles que prestam serviços que serão consumidos/utilizados neste período. Ainda é difícil que comerciantes passem a ver o ano de 2021 diante de um saldo positivo, a realidade é que muitos ainda seguem enfrentando e tentando superar os prejuízos acumulados ao longo do último ano, mas ainda assim será mais um momento de folga para um grande arroxo que vinha preocupando a categoria.

Podemos esperar que com o crescimento nos números que vem se registrando nas vendas em cada uma das datas comemorativas registradas ao longo de 2021 os comerciantes consigam equilibrarem suas contas e até mesmo entrarem em 2022 fora do vermelho. Para muitos o futuro esperado para o próximo ano é apenas a possibilidade de poder iniciar o período com uma clientela presente após a vacinação massiva da população e números no azul.

É difícil cravar uma certeza econômica para o Brasil, para o estado de São Paulo ou para a nossa região para o restante do ano. Sabemos que a economia brasileira nunca foi muito estável e num período como o atual é ainda mais incerto o que se pode esperar. Mudanças no cotidiano político podem afetar gravemente momentos de recuperação ou podem acelerar fortemente períodos de crescimento.

Ainda assim sem uma certeza para a qual possamos nos agarrarmos, a verdade é que o futuro que apenas vislumbramos para o ano seguinte é muito mais promissor do que o cenário que enxergávamos quando olhávamos para 2021 neste mesmo período de 2020. Neste ao já é possível se imaginar com um próximo ano com as pessoas de voltas as ruas, produzindo consumindo e fazendo com que a economia brasileira se mantenha viva e ativa.

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Economia

Empreender em pleno curso de Pandemia COVID 19

Redação Gazeta Regional

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Empreender na abertura de um segmento comercial, foi uma alternativa tomada pelo casal FELIPE E CAMILA no enfrentamento  da grande crise causada pelo novo corona-vírus. Com a perda do emprego em uma grande empresa comercial em meados do final de 2019 Felipe e Camila resolveram enfrentar o desafio de abrirem uma atividade comercial. Foi uma tarefa muito difícil em um cenário de incertezas em que vivemos, em meio a uma pandemia que atinge a saúde emocional e o grande desemprego que assola a sociedade brasileira dependente da renda financeira para sustento da família.

Após um estudo logístico e com o apoio de um membro da família na área  comercial a vários anos, apostou no ramo óptico com o seguinte pensamento. “com o isolamento social causado pelo covid 19,  crianças, jovens e adultos, confinados em seus alojamentos usam  dia e noite por horas continuadas os aparelhos eletrônicos como: celulares, tablets, computadores”, com certeza a saúde visual com o tempo necessita de cuidados oftalmológicos e em seguida o paciente procura uma ótica onde será atendido de acordo com seu receituário prescrito .Nesse pensamento,  correndo os riscos como qualquer outro tipo de comércio,  pela necessidade da saúde visual e não pela beleza estética como muitos enxergam esse tipo de atividade o casal apostaram suas pequenas economias na expectativa de sucesso.

Com muito trabalho, dedicação, treinamento e contatos pessoais e empresariais, a loja Fabrica dos Óculos foi aberta nesta cidade, onde o comércio  é forte e abrange o fluxo de centenas de macro e micro empresários empreendedores fornecendo emprego e renda e com isso fortalece o comercio local.

Fabrica dos Óculos esta estabelecida a Rua Julia Bueno nº 329 Centro –Jaguariúna – Fone 19- 999777-4408.

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Economia

Dia das mães, PIX e expectativas econômicas

Edilaine Alves

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Creio que neste momento de 2021 no qual nos encontramos já não se faz necessário explicar para ninguém o que é o PIX e como funciona o serviço criado pelo Banco Central e lançado na segunda metade do ano passado. Mesmo parcelas da população que não são tão atraídas por discussões relativas à economia, o mercado financeiro ou atividades comerciais diversas estão utilizando o serviço. Realizar pagamentos de pequeno montante, transferir uma quantia de dinheiro para alguém ou qualquer outra necessidade que possa surgir sem que se tenha de pagar juros foi realmente um grande cartão de visitas para o serviço.

Já é possível até mesmo que você tenha passado pela experiência durante os últimos meses de tentar pagar algo utilizando cartão de crédito ou débito e tenha recebido do comerciante a informação de que ele apenas estaria aceitando pagamentos à vista ou por meio do PIX. Caso isso ainda não tenha lhe acontecido é possível que aconteça num futuro próximo. A realidade é que há uma grande parcela de comerciantes e empreendedores no nosso país que trabalha equilibrando as contas diariamente. Para esta parcela do mercado não ter de pagar as taxas cobradas pelas diversas maquininhas que existem à disposição e ver o dinheiro entrar na conta bancária na mesma hora é uma vantagem que torna o comércio com cartões bastante proibitivo.

O PIX já não é uma aposta, é uma realidade a qual grande parte da parcela da população brasileira adotou. Também não aparenta ser um modismo que morrerá após um período de uso. O PIX tem todas as características de um serviço que realmente veio para ficar e modernizar as relações de pagamento que possuímos atualmente. Claro que modernizar as relações entre consumidor e comerciante entram mais uma vez naquele fator que muitas vezes eu destaco em meus textos, estamos em uma sociedade cada vez mais digitalizada e ágil. Apenas serviço que nos permitam ganhar tempo, facilitem nossas vidas e nos permitam seguir acelerando para o futuro seguirão existindo.

Os próprios números do PIX já nos mostram isso. Dados de plataformas especializadas na coleta de dados nas redes sociais apontam que o serviço foi citado em mais de oito mil publicações entre os dias 25 de abril e 05 de maio. Já um estudo realizado pela plataforma global de pagamentos Adyen demonstrou que durante os dias 03 e 09 de maio o número de transações feitas com o serviço superou o registrado na semana anterior em 46,8%. Os números nunca mentem, a população brasileira já adotou o PIX como um meio efetivo dentre a gama de modalidades de pagamento que possui atualmente.

Outro fator que pode estar fortalecendo os números do PIX atualmente é a pandemia do novo coronavírus. Muitas pessoas ainda seguem isoladas em suas casas ou evitando ao máximo contatos que considerem desnecessários e, portanto, é quase que natural que uma modalidade de pagamento em que as duas partes não necessitam ter contato direto ou indireto ganhe tanta força tão rapidamente. A adoção de pagamentos por meio do PIX para serviços e produtos vendidos digitalmente também é um fator. O comércio digital teve um grande impacto na economia durante o período do dia das mães e, portanto, o uso desta forma de pagamento também deve ter sido alavancado pela nova realidade social que estamos vivenciando neste momento de isolamento causado pela pandemia.

Atualmente uma grande preocupação que uma parcela da população possui é: será que este serviço que se popularizou tão rapidamente se tornará pago? O fato de ser instantâneo e não serem cobradas taxas de pessoas físicas foram os principais cartões de visita para o serviço assim que ele foi lançado e os grandes atrativos para chamar os usuários. Mas atualmente estes usuários que rapidamente abraçaram a ideia do novo serviço passam a temer que os bons tempos que fizeram do PIX um sucesso de adesão tenha um fim já em 2021.

O Banco Central atualmente estuda a possibilidade de criar duas novas modalidades para o serviço e sobre as quais haverá a cobrança de taxas. Desde o dia 10 deste mês o BC está realizando uma pesquisa pública para avaliar a opinião da população brasileira com relação a possibilidade da criação do PIX saque, transação que será exclusiva para saques. A oura modalidade sugerida pela instituição financeira é o PIX troco que envolverá o pagamento de serviços ou produtos. A estimativa do Banco Central é de que estas novas modalidades permitam que o usuário realize quatro operações de forma gratuita ao longo do mês e que depois seja possível que as instituições bancárias lhes cobrem algum tipo de taxa sobre o serviço. Outra limitação será o fato de que o PIX saque permitirá apenas uma retirada de até R$ 500 por dia.

Então nesse momento o futuro promissor do serviço no país poderá encontrar a sua frente o grande muro das mudanças institucionais e da burocracia e acabar limitando ou extinguindo o potencial do serviço que é em essência um fruto da criatividade brasileira. A realidade é que caso se torne menos atraente o PIX já poderá passar a ser deixado de lado em detrimento de formas de pagamento que existiam anteriormente ou outras que estão surgindo.

O dia dos namorados está se aproximando e assim como o dia das mães a data será uma boa forma de medir o sucesso do PIX dentre comerciantes e a população brasileira. Números altos podem significar um alerta para as instituições bancárias de que a população deseja que o serviço se mantenha inalterado, mas não reserva garantias para o futuro do PIX. No momento cabe a aqueles que desejam seguirem usando o serviço e se mantendo atentos para as possibilidades que surgirem no futuro.

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