Tomaz de Aquino Pires*

Ele trouxe luz em sua conferência, na Pousada Vila Bueno, em 19 de junho de 2009, para a comunidade ali presente com sua sabedoria, erudição e experiência neste tema. Declarou que investir em Patrimônio Histórico é investir em Turismo e Economia. Declarou ser um direito e dever do homem preservar as memórias, a história, a sua cultura, a sua identidade. Cumpre resgatar o Passado, para compreender o presente e planejar o futuro. A identidade pessoal é a memória que se tem de si mesmo.  “Somos hoje, declara Dr. Massarani, a consciência de todos os fatos que nos aconteceram durante a vida. Alguém que perde a memória do seu passado, perde também a sua identidade. Se o cidadão perder seu passado ele perderá todas as suas referências pessoais, familiares sociais e culturais”. Perder o passado, perder a Memória é perder uma vida. Perder o casario antigo, casas do estilo neoclássico, trabalhadas por pedreiros frentistas da imigração italiana, com molduras artísticas, construções originais dos séculos XIX e XX, ponte e igreja (gótico/ barroco alemão) centenárias, construções das fazendas de café, muros de taipa de pilão (negros), chafariz, obelisco da fundação da Vila, estações ferroviárias, “perder os elementos materiais e imateriais que testemunharam a evolução do lugar é perder o respeito pelos cidadãos e lhes negar o mais fundamental direito de cidadania: a sua história”.  Ela não pode ser apagada e varrida para sempre de nossas ruas, de nossa memória. Dr. Massarani  adverte que “ao invés de estar eternamente preocupados com novas construções, devemos intensificar o resgate do nosso patrimônio cultural construído pela engenharia e pela arquitetura dos nossos antepassados”.  E complementa que “a recuperação e conservação do patrimônio histórico, artístico, arquitetônico, arqueológico, documental, ambiental e paisagístico deve ser obrigação dos governos e dos cidadãos esclarecidos, que sabem que o presente traz o passado em seu bojo, e que o futuro começa agora”. Deve-se readequar e revitalizar antigas construções, casarões, galpões, fábricas, sedes de fazendas, estações ferroviárias, dando-lhes novas funções em benefício das comunidades locais. Esta ideia propicia a transformação do espaço para conservá-lo, para preservá-lo, trazendo-lhe, inclusive a possibilidade da criação de mais valia para a conservação daquele patrimônio. “Preservar e conservar o Patrimônio Histórico é responsabilidade dos governantes e de todos nós, é um ato de amor”.

Tomaz de Aquino Pires* é coordenador da Casa da Memória Padre Gomes