Tomaz de Aquino Pires*

Se ponderarmos sobre duas citações, uma de um historiador, Erick Hobsbawn: “o  passado   é   uma     dimensão     permanente     da     consciência humana” e outra de um grande  intelectual católico, pensador e escritor, Dr. Alceu Amoroso Lima: “o passado não é aquilo que passou, mas o que fica do que passou”, concluiremos facilmente que é preciso respeitar, preservar, restaurar  o patrimônio histórico, artístico, arquitetônico, arqueológico, documental, ambiental e paisagístico  trabalhado pelas gerações que nos precederam.  O povo constrói diariamente a sua História, na medida em que pensa, planeja, fala, escreve, age, realiza, executa, dança, canta, representa, edifica. Tudo é expressão de um ser humano em uma determinada época e lugar. “Ars imitatio naturae est”. Este Passado que explica a construção do Presente e cria condições para planejar o Futuro, constitui a identidade dos povos. É a elaboração singular de cada comunidade guardada, através da História, das memórias pelas gerações posteriores. Esta Memória constrói a nossa identidade. Não se pode permitir que nosso patrimônio histórico desapareça, seja varrido de nossas ruas, seja apagado de nossas memórias. Não se destrói a identidade de uma população, de uma cidade. A Arte de todos os tempos precisa ser preservada. A Arte de hoje também vai gerar identidade e constituir o patrimônio de amanhã. Valores históricos devem coexistir com novos valores territoriais. Por necessidade de gerar o desenvolvimento econômico e garantir a preservação há também necessidade de atualização contínua do uso do Patrimônio. Há que cuidar da Matriz Centenária, das pontes e estações ferroviárias, dos casarões que, por milagre, restaram, das sedes das fazendas de café!…São a História deste povo e de Jaguariúna!

*Tomaz de Aquino Pires é coordenador da Casa da Memória Padre Gomes