São Paulo registra novo recorde histórico de abertura de empresas em setembro

Registros da JUCESP apontam para abertura de 23,2 mil novas empresas apenas em setembro; número é superior ao de agosto, que já havia sido o maior em 22 anos

O estado de São Paulo tem novo recorde histórico de abertura de empresas. O apurado no mês de setembro foi de 23.205 novos cadastros de pessoas jurídicas, somando-se os números dos 645 municípios paulistas. Esta é a maior marca alcançada desde 1998, ano em que foram iniciados os levantamentos da Junta Comercial do Estado de São Paulo (JUCESP), órgão vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Econômico e responsável pelos registros mercantis no Estado.

Esta é a quinta alta seguida na abertura de empresas em São Paulo desde abril, período em que foi perceptível a desaceleração devido aos impactos econômicos da pandemia do coronavírus. O registro mais recente supera o mês de agosto, quando foram realizadas 22.825 novas constituições empresariais, número que já havia sido o maior em 22 anos.

A JUCESP também registrou o menor número de encerramentos de empresas nos últimos dois meses, com 9.859 baixas. Com isso, o estado contabiliza o maior saldo líquido anual: 13.346 novos CNPJ’s. Comparado ao mês anterior, o saldo é 14,9% maior, com 11.614 cadastros encerrados. O aumento chega a 29% na comparação com setembro de 2019, quando foram abertas 10,3 mil empresas.

Jaguariúna

A cidade de Jaguariúna teve um aumento de 10% de empresas, dado baseado na abertura de micro e pequenas empresas (MEI’s). O presidente da Associação Comercial e Industrial (ACI) Jaguariúna, João Rodrigues, avalia o aumento como resultado da defasagem de empregos entre abril e maio e diz que a tendência é que esse número aumente ainda mais.

O setor que expandiu nesse momento foi principalmente o de vestuário. O setor de beleza também entra na lista, juntamente com serviços, jardinagem e flores e pizzaria.

João explica que jardinagem e flores devido ao tempo de quarentena rígido onde as pessoas decidiram fazer melhoras sem suas casas e empresas. Neste sentido, o setor de construção também não parou.

“Os MEI’s fizeram com que as pessoas mantivessem o aluguel de suas casas, por exemplo, ajudando a manter a renda. Essas pessoas também começaram a empreender online e nisso o Sebrae foi muito útil, pois disponibilizou mais de 130 cursos e até hoje, todos os dias as 17h realiza uma live para isso”, conta João. A ACI, juntamente com a Prefeitura, também prepara a vinda de um curso para auxiliar estes MEI’s.

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