Reflexos da pandemia: Acupuntura auxilia no bem-estar físico, emocional e psíquico, principalmente na pandemia

Neste período de pandemia, a maioria dos pacientes que procuram por sessões de acupuntura possuem quadros, principalmente, de ansiedade, depressão e insônia

A quarentena e a incerteza do futuro estão provocando reações no corpo, como insônia, depressão, ansiedade dentre outros sintomas. Por isso, até mesmo o Conselho Nacional de Saúde sugere as Práticas Integrativas e Complementares (PICs) como forma de enfrentar essas decorrências e manter o bem-estar físico e mental nesta época de crise. A acupuntura é uma delas.

A acupuntura é uma técnica terapêutica praticada há milênios em alguns países asiáticos que se expandiu ao redor do mundo, chegando inclusive ao Brasil. Associada à prática mais conhecida de manipular agulhas pelo corpo do paciente através de um diagnóstico energético, a prática possui vários benefícios, que têm sido comprovados pela ciência ao longo dos anos e pode ajudar pessoas com queixas de ansiedade, estresse, transtorno bipolar, depressão, hiperatividade, fibromialgia, insônia e até mesmo obesidade.

A procura pela técnica realmente aumentou durante a pandemia, conta a fisioterapeuta Tati Trevisan. A acupuntura não tem contraindicação, pode ser aplicada em todas faixas etárias, inclusive, é possível ser realizada em recém-nascidos. “Eu tenho um público de recém-nascidos muito grande. As mães me procuram por conta da cólica, ou, constipação e em uma sessão, com massagens e pontos específicos, o bebê apresenta melhoras”, conta Tati.

Segundo ela, os seus pacientes recém-nascidos tem uma resposta muito rápida e as mães ficam bem satisfeitas com o resultado. Tati também esclarece que em pacientes recém-nascidos não se utiliza a agulha e sim outros meios. “Dentro da acupuntura temos uma vasta opção de tratamento, não limitando somente a aplicação de agulhas. Portanto, pacientes que apresentam medo de agulha, podemos utilizar outros métodos como cromoterapia, moxabustão, ventosas, laser, no tratamento”, garante.

Fisioterapeuta há 11 anos, a vida conduziu Tati para alternativas que proporcionam qualidade de vida. “Eu iniciei com o pilates, logo depois me especializei em equoterapia e depois fiz a pós-graduação em Medicina Tradicional Chinesa, pois queria ajudar meus pacientes com uma técnica complementar com resposta rápida e direcionada na dor, foi aí que eu procurei a acupuntura”, conta.

Uma das pacientes de Tati, Maria Isabel Santos, relata como a acupuntura salvou sua vida. “Eu tomava fluoxetina (indicado para o tratamento da depressão, associada ou não a ansiedade), há seis anos. Pouco antes de iniciar a pandemia eu tinha resolvido parar de tomar e é muito difícil. Eu parei de tomar e comecei a fazer acupuntura. Caiu do céu, me ajudou muito. Não queria mais tomar medicamento e a acupuntura me ajudou muito”.

“Eu me sinto muito realizada em proporcionar esse resultado aos meus pacientes. Para mim é extremamente gratificante. Fico muito feliz”, diz a acupunturista.

Tati está formada em acupuntura há oito anos, em 2015 foi para França (Lyon) formar-se em Auriculoterapia Francesa, que é uma técnica complementar dentro da modalidade. Tati também já coordenou duas turmas de pós-graduação em Medicina Tradicional Chinesa em Campinas (CETN).

A acupunturista ressalta que a técnica francesa proporciona uma resposta clínica em quadros de dor. Por exemplo, se o paciente chega com uma dor no ombro, Tati faz a auriculoterapia francesa e se tem uma resposta de melhora imediata.

Sessão
A sessão de acupuntura dura, em média, uma hora. De acordo com Tati, primeiramente é realizada uma avaliação energética onde são feitas algumas perguntas específicas que direcionam os pontos que precisam ser trabalhados no paciente.

É um trabalho individual e a cada sessão é feita uma nova avaliação, pois as pessoas mudam a cada atendimento. “Eu não vou montar um protocolo e sempre usar os mesmos pontos, cada vez que o paciente chega é uma nova avaliação, novos pontos, um outro tratamento de acordo com o diagnóstico dele”, explica.

Telefone para contato: (19) 99260-1396.

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