Reflexos da pandemia: Empresária observa mudança de hábitos do consumidor durante a pandemia e dispara nas vendas

Confeitaria de Jaguariúna alia a comida gourmet com a comida raiz, artesanal e que se remete a infância; Empresária acredita que o delivery deva representar maior participação no faturamento das empresas no pós-pandemia

O perfil de consumo mudou imediatamente após o início da pandemia, segundo empresas nacionais e locais. A demanda pelo delivery e por produtos caseiros e locais, por exemplo, é uma tendência já identificada que deve permanecer após a pandemia.

Com o surgimento de novos hábitos, a empresária de Jaguariúna, Olivia Ribeiro Costa, começou a fomentar em seu negócio um movimento de inovação que consiste aliar o gourmet à comida raiz, artesanal e que se remete a infância. Antes, Olivia era da área financeira, mas sempre esteve ligada ao ramo alimentício por conta da sua família que tinha um restaurante e, manter a linha de comida raiz e caseira com um toque gourmet é um de seus propósitos com a Olie Confeitaria Gourmet.

“Está todo mundo repensando a vida corrida e buscando uma vida mais equilibrada e isso vai refletir ao que se consome em relação à comida”, considera Olivia.  Para ela, o slow food (inverso ao fast food), a comida confortável, caseira e que remete a família e infância, são os pratos que muitos consumidores devem buscar a partir de agora. “Essa é a pegada da Confeitaria e de nossos próximos projetos”, revela.

A Olie sempre atuou com o delivery e, com a pandemia, as entregas foram impulsionadas, visto que, com o isolamento social o consumo de todos passou a ser 99% por meio do delivery. “A pandemia mudou os hábitos de consumo e adiantou o que iria acontecer daqui a cinco anos para agora. Mesmo voltando ao ‘novo normal’, o delivery aumentou o percentual de vendas da empresa, que é uma tendência que deve permanecer. No futuro, o delivery vai representar uma participação maiorAIOR) no faturamento das empresas”, acredita a empresária.

Dentre os investimentos, neste momento, foi preciso repensar novas embalagens pois o cardápio da Olie ganhou novas opções, além do número de equipamentos de produção, uma vez em que ocorreu um aumento significativo. Também foi preciso investir em comunicação digital. “Fizemos trabalho com influenciadores e propagandas. As pessoas estavam dentro de casa, então a maneira mais assertiva foi atingir o público pelas redes sociais”, diz.

Usando os canais de comunicação, o WhatsApp se mostrou uma grande plataforma de comércio para a empresa. “Ele funciona muito, principalmente quando montamos grupos de lista de transmissão. O cliente faz o pedido e já fica cadastrado na lista e, toda semana quando colocamos o cardápio novo, o cliente já tem acesso”, explica.

Perfil do consumo
Olivia avalia que o perfil de consumo mudou porque agora o cliente começa a selecionar o que pedir pelo celular, no cardápio virtual e com base nos comentários de outras pessoas. “E a tendência é que se consuma mais de dentro de casa, por conta do home office. Novo normal é isso: não vai ser como era antes, o consumidor mudou durante a pandemia”, diz.

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