Eleições municipais 2020 são adiadas para novembro

A medida serve de prevenção ao contágio do novo coronavírus entre os eleitores no dia da votação, antes marcada para outubro

No dia 02 de julho, o Congresso Federal promulgou a Emenda Constitucional nº 107, que adia, em razão da pandemia do Covid-19, as eleições municipais de outubro de 2020 e os prazos eleitorais respectivos. Foram fixadas as datas de 15 de novembro, para o primeiro turno, e 29 de novembro, para o segundo turno.

No documento oficial, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informa que a presidência TSE realiza, durante o mês de julho, os trabalhos destinados a viabilizar a aprovação de resoluções alteradoras no início de agosto, quando retornam as sessões plenárias. “Considerando, porém, que a Emenda Constitucional nº 107/2020 alterou alguns prazos previstos já para o mês de julho, desde logo, comunica-se a todos os interessados que, nos termos do art. 1º, §2º da Emenda Constitucional nº 107, os eventos do Calendário Eleitoral originariamente previstos para o mês de julho de 2020 ficam prorrogados por quarenta e dois dias”.

Dente as alterações, o período de convenções partidárias foi movido para 31 de agosto a 16 de setembro; de registro de candidatos, cuja data limite passa a ser 26 de setembro; e o início da propaganda, após 26 de setembro. Quanto ao restante, a Emenda Constitucional previu, no §2º do art. 1º, que “Os demais prazos fixados na Lei nº 9.504, de 30 de setembro de 1997, e na Lei nº 4.737, de 15 de julho de 1965, que não tenham transcorrido na data da publicação desta Emenda Constitucional e tenham como referência a data do pleito serão computados considerando-se a nova data das eleições de 2020”.

Opiniões

Para o Presidente do Partido Social Democrático (PSD) de Jaguariúna, Sergio Bergamasco, a saúde é o mais importante neste momento e acredita que a mudança no calendário não deve prejudicar os candidatos. Ele diz que como a pré-campanha já começou, o atraso na campanha não altera o planejamento, apenas adia.

O presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) de Pedreira, Geferson Oliveira, também compartilha da opinião que o novo calendário muda pouca coisa mudou em relação ao que já estava sendo feito. “No nosso caso, ganhamos um fôlego para trabalhar um pouco mais na preparação de nossos pré-candidatos”, conta. Por isso Geferson considera que os candidatos não são prejudicados com a mudança.

Além disso, Sergio considera que no dia das eleições, as horas de votação deveriam ser aumentadas para evitar aglomerações. “Até mesmo por estarmos em uma pandemia sem data de término”.

Sobre o fim das coligações dos partidos para a eleição de vereadores, Sergio alega que a ação exige mais fidelidade partidária. “Sempre fui a favor de chapa pura”, diz.

Para Geferson, essa questão une dois pontos. “Na minha opinião pessoal, esse cenário é mais justo, porém prejudica muito os partidos menores. No caso do DM de Pedreira, acaba prejudicando um pouco, pois estamos em reconstrução, tendo em vista que o partido foi usado e abandonado por algumas pessoas de má fé”, diz. “Com isso fica mais difícil você conseguir lançar uma chapa completa de vereadores, e a coligação ajudaria no fechamento de uma unidade maior com outros partidos de esquerda”.

Geferson ainda acrescenta que, para os candidatos que sempre trabalharam em suas propostas e eram usados pelas coligações apenas para puxar votos, o cenário ficou melhor. “Quem vai ter que se empenhar mais são aqueles candidatos que sempre foram eleitos nas costas dos outros”.

Geferson acredita que nestas eleições os eleitores devem continuar a buscar novos candidatos, a exemplo de 2018. Ele espera, sinceramente, que os eleitores continuem sempre a buscar novas pessoas, novas ideias e, mais que isso. “Que entendam que o papel de cada um de nós cidadãos não é apenas votar, mas participar ativamente da política”.

OLHO

“Pra fazer política, você não precisa estar filiado em nenhum partido”.

“O brasileiro peca muito nesse quesito, pois não querem se envolver nos problemas de sua rua, de seu bairro e depositam toda a responsabilidade da solução dos problemas na urna, e depois ficam reclamando que os políticos não fazem nada. A partir do momento que o povo começar a participar coletivamente da administração e acompanhar e cobrar ações dos candidatos eleitos, teremos uma cidade bem melhor para viver”, conclui o presidente do PT do município de Pedreira.

O presidente do PSD, Sergio, por sua vez, acredita que a mudança faz parte da evolução humana. “Precisamos destacar que os nossos candidatos, são novos políticos, sem vícios e com transparência, mas acima de tudo, estão muito capacitados e possuem bagagem e conhecimento de gestão pública em todas as áreas. Estes candidatos do PSD merecem a oportunidade de demonstrar e por em prática seus projetos e ideias que levarão Jaguariúna ao patamar que ela deve estar”.

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