Reflexos da pandemia: Ibraflor estima queda de 40% nas vendas desde o início da quarentena

Produtores de flores de corte foram os mais afetados considerando o cancelamento de eventos

Desde março, quando teve início o isolamento social provocado pela pandemia do Covid-19, o Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor) estima a queda de até 40% em vendas. De acordo com o diretor do Instituto, Renato Optiz, as plantas ornamentais foram as que conseguiram uma recuperação mais rápida. “Elas praticamente recuperaram as vendas normais”, afirma.

Entretanto, o diretor revela que os produtores de flores de corte foram os mais afetados considerando o cancelamento dos eventos já programados e a proibição da realização de novos eventos particulares e corporativos, sem previsão para o retorno à normalidade. As flores de corte são as mais utilizadas nos projetos de decoração

Os produtores, por suas vezes, adotaram dinâmicas individuais de produção e de escoamento de seu produto conforme a demanda. “Assim, cada um deles teve que se adequar, em um primeiro momento, para reduzir as perdas do primeiro mês de isolamento social e criar estratégias próprias (novas embalagens, por exemplo) ou associadas às campanhas criadas às cooperativas para assegurar e até a estimular as vendas nas datas comemorativas que se sucederam em maio e junho (Dia das Mães e Dia dos Namorados)”, explica Renato.

Segundo o diretor, os desafios do cenário é manter os pontos de venda abertos, garantir que as flores e plantas chegassem até eles, reorganizar o gerenciamento das produções (corte de gastos, adequação do volume de produção ao mercado etc) e criar campanhas constantes para estimular o consumo.

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