Reflexos da Pandemia: Com a academia fechada, proprietários e clientes vivem a incerteza de quando voltam à rotina de treinos que promove qualidade de vida

Academia Up, de Jaguariúna, perde cerca de 70% de clientes pagantes mensais na quarentena

O decreto de quarentena imposto pela pandemia do novo coronavírus afetou diretamente a Academia Up, seus funcionários e os alunos. “Sem funcionar, os professores não podem trabalhar, deixando de fazer aquilo que amam que é levar a saúde e bem-estar aos alunos, estes que, por sua vez, acabam por deixar algo muito importante para combater uma possível doença que seria sua imunidade adquirida com o treinamento físico e com uma alimentação saudável”, considera o sócio proprietário da Up, Milton Vasque Filho.

 “Nas academias tem muitas pessoas que tratam problemas de saúde, tanto física como psicológica, e, recebo relatos diários de como essa quarentena esta afetando gravemente essas pessoas”, diz Milton. Ele explica também que quando as pessoas estão ativas, se alimentam melhor, contribuindo para a qualidade de vida.

Com a pausa nos trabalhos, a academia sofreu grande perda de alunos. “Este ano estava sendo de grande crescimento para a academia, realizando melhoras e trazendo novidades para os alunos, mas com o fechamento devido a pandemia, a queda foi absurda”, lamenta o sócio-proprietário.

A Up tem alunos com planos mais longos, como anual, semestral e trimestral, mas a maioria acaba pagando mensalmente sua mensalidade. Sem a utilização do serviço, quem paga mensalmente deixou de pagar e essa foi uma parada repentina.

Como grande parcela do público pagava mensalmente, esses acabam não renovando, pois a academia está fechada. “Fomos pegos todos de surpresa. Tivemos alunos que pagaram até no último dia em que fechamos temporariamente a academia. Todos esses e os que deixaram pago, não perdem o seu dinheiro, podem voltar e treinar pelo tempo que já pago”, esclarece.

 Milton ainda conta que recebe mensagens dos alunos todos os dias perguntando quando deve acontecer a reabertura da Up, pois para eles está sendo muito difícil permanecer sem frequentar a academia. “Eles não aguentam mais ficar sem praticar exercícios físicos, sem cuidar da saúde e também vendo tudo que conquistaram com suor dentro da academia ir por água abaixo sem poder fazer nada”.

Para Milton, quando se fala de saúde, as academias vêm em primeiro lugar não no final. “A saúde em que tanto é falado por governadores e prefeitos não está sendo levada a sério mesmo, pois se estivesse, as academias, seguindo todas normas estaria ajudando e muito a sociedade a diminuir o número de mortes no Brasil”.

“O plano do estado é incoerente”, considera. “Só pra deixar claro, eu acho que todos os comércios são importantes. Mas, em um momento que se trata de saúde, o local que mais vai proporcionar está sendo deixado de lado, inclusive é um dos mais seguros seguindo todas as normas necessárias para reabrir’, diz.

“As contas não param de chegar e já vemos várias academias fechando. Se continuar, quem sabe quantas devem restar no final?”

São decretos e mais decretos e Milton luta com a incerteza sem saber quando o setor deve retornar. “Estamos jogando literalmente no escuro. É difícil até pensar em uma retomada se não sabemos como estaremos nem daqui a uma semana, sempre é adiado por 15 dias, e até quando? Bom, só Deus sabe”, lamenta.

Academia Up
A Academia Up existe desde 2016. “Sempre tivemos o objetivo de transformar nosso ambiente em uma família e em nossa visão, todos que estão ali dentro conosco merecem muito respeito e toda nossa dedicação como profissionais e amigos”, afirma Milton.

A academia já teve muitas modalidades, mas até então estavam oferecendo musculação, treinamento funcional e jiu-jítsu. “Entregando sempre esses em maior nível de excelência possível”. Os proprietários da academia são, Christiano Rolfsen e Milton Vasque.

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