Governo de SP deve mudar regras para que comércio funcione 6h em quatro dias da semana durante fase laranja

As mudanças de fase dos municípios paulistas devem ser anunciadas nesta sexta-feira, 03, pelo governo estadual

O governo de São Paulo deve publicar um novo decreto que permite a ampliação do horário de funcionamento dos estabelecimentos comerciais dos municípios que estão na fase laranja de flexibilização econômica durante a quarentena do coronavírus. A secretária de Desenvolvimento Econômico, Patrícia Ellen, não esclareceu o dia exato da publicação do decreto, mas disse que a mudança de funcionamento é opcional para os comerciantes e os estabelecimentos poderão funcionar por 6 horas diárias na fase laranja do Plano SP, 2 horas a mais do que o permitido atualmente. Porém, ao fazer opção pela mudança, terão que fechar durante três dias da semana.

Atualmente, os estabelecimentos comerciais do estado de São Paulo que estão na fase laranja podem abrir durante os sete dias da semana, mas devem funcionar apenas 4 horas por dia. “Nós fizemos a avaliação da operação que existe hoje recomendada de 4 horas com o funcionamento de 20% da capacidade e o ponto que o Centro de Contingência colocou aqui como opcional seria o funcionamento por seis horas durante quatro dias úteis, operando quatro dias, fechando três dias, para que isso viabilize um melhor planejamento do comércio e garantindo a segurança no aspecto de saúde. Então, esse foi o ponto aqui aprovado e autorizado que será incluído como uma das respostas dos pleitos setoriais e será aqui objeto do decreto que será publicado nos próximos dias para funcionamento a partir da semana que vem na fase laranja”, afirma Patrícia Ellen.

Plano São Paulo

Para começar a reabertura do estado em 1º de junho o governo dividiu o território de acordo com as 17 Divisões Regionais de Saúde (DRS). A Grande São Paulo foi subdividida em outras 6 regiões, uma para a capital e outras 5 para cada grupo de cidades da região metropolitana. A flexibilização da quarentena é feita de modo diferente em cada uma dessas regiões.

Os cinco critérios que baseiam a classificação das regiões são:

ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTIs);

total de leitos por 100 mil habitantes;

variação de novas internações, em comparação com a semana anterior;

variação de novos casos confirmados, em comparação com a semana anterior;

variação de novos óbitos confirmados, em comparação com a semana anterior.

O critério que tem maior peso na classificação de cada região é a variação de novas internações (peso 4), seguido pela taxa de ocupação de UTIs (peso 3). Especialistas criticaram o plano quando ele foi lançado, pois discordam do peso diferente e das notas de corte de cada critério.

Esses critérios definem em qual das cinco fases de permissão de reabertura a região se encontra:

Fase 1 – Vermelha: Alerta máximo

Fase 2 – Laranja: Controle

Fase 3 – Amarela: Flexibilização

Fase 4 – Verde: Abertura parcial

Fase 5 – Azul: Normal controlado

De acordo com a fase cada região pode liberar a abertura de diferentes setores da economia fechados pela quarentena.

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