Reflexos da Pandemia: Centro de Equoterapia de Jaguariúna intensifica os trabalhos internos durante a quarentena

Devido a quarentena o quadro de colaboradores não foi alterado, mas, houve alguns desligamentos e contratações por alinhamento de propósito

Referência em habilitação e reabilitação no Brasil, o Centro de Equoterapia de Jaguariúna (CEJ) atua diretamente na vida das pessoas. O principal objetivo do trabalho desta empresa é atender pessoas com necessidades motora, mental e física.

Segundo a diretora do CEJ, Veridiana Mellilo, filha do proprietário Wilson Mellilo, com a quarentena, pela primeira vez na história o Centro teve uma pausa desta proporção. Ela estima que foram seis semanas sem atividades. A pausa dos atendimentos aconteceu de maneira geral, mas alguns atendimentos de emergência, que foram poucos, aconteceram, tanto no CEJ quanto no Centro de Autismo (CAJ).

“Para nós a situação é muito delicada, pois a nossa forma de contratação mediante as prefeituras, é por atendimento realizado. Então nossa entrada de dinheiro desaparece”, explica. “Estamos lidando com a situação, porque entendemos e compreendemos a responsabilidade com todas as famílias em relação ao atendimento que a gente fornece”, acrescenta. 

Veridiana relata que, por sorte, algumas das empresas parceiras conseguiram manter seu patrocínio então isso ajudou muito com os compromissos financeiros. “Isso nos impacta diretamente porque estamos terminando a obra do CAJ e tem toda a estrutura para ser mantida, quadro de funcionários e animais. Foi bem desafiador”, diz.

O Centro retomou as atividades a partir do dia 04 de maio atendendo exclusivamente os praticantes e pacientes com transporte próprio, com horários previamente agendados e espaçados com a utilização de máscaras para todos acima de dois anos. “Fornecemos máscaras para quem não tinha e criamos um processo de higienização recorrente de todas as áreas em comum”, explica.

Assim que foi autorizada a retomada do transporte público pelas Prefeituras, outros atendimentos foram retomados com os mesmos protocolos. A cada semana há uma volta maior de atividades e aos poucos o CEJ coloca para funcionar a engrenagem normal prevista de atendimentos.

A diretora, dentro do possível, conta que buscou converter o problema em uma próspera solução, dentro do possível e, por isso, aproveitou o momento para uma reavaliação em todos os setores do CEJ. “Os cavalos ganharam um super-trato e fizemos um check-up completo. Em toda a estrutura a grama foi cortada também, visando a otimização do tempo. Na parte administrativa foi feito uma reavaliação de tudo”, finaliza.

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