Em quarentena, comercialização do Ceaflor despenca 90%

Os 10% não afetados são casos específicos que trabalham com venda on-line

As medidas restritivas para conter o avanço do novo coronavírus provocaram impacto também no mercado de flores. Em Holambra, os produtores já registraram queda de 70% nas vendas e estimam prejuízo de R$50 milhões.

“A situação é dramática. As vendas de flores e plantas ornamentais caíram 70% na semana passada nos supermercados e floriculturas de todo o País. Não vendemos mais do que 30% do faturamento previsto para a semana”, conta o presidente do Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor), Kees Schoenmaker.

Acompanhando as medidas do Governo, o Ceaflor, mercado de flores em Jaguariúna, também tem sua comercialização afetada em ao menos 90%. “Os 10% são casos específicos que trabalham na internet e mesmo assim o movimento de venda é pequeno”, diz presidente, Antônio Carlos Rodrigues. O setor de assessórios também tem vantagem por não se tratar de um produto perecível e não contabilizar perdas.

O setor de paisagismo é afetado um pouco menos, pois geralmente são plantas de estufas, ou de campo, onde o produtor consegue driblar a situação mantendo a produção, explica Antônio. “Mas é lógico que, por exemplo, a flor de corte tem seu tempo de ser colhida, se não cortar no tempo, não tem mais utilidade”.

 “Vamos torcer que tudo volte ao normal, que essa pandemia consiga dar uma cessada e consigamos trabalhar com os cuidados necessários”, deseja Antônio. “Vamos precisar de ajuda do governo na questão de imposto, renegociação de aluguel e tudo que faz parte. É uma engrenagem que todo mundo tem que fazer sua parte”, finaliza.

Paula Partyka com informações do Jornal da EPTV 2ª Edição – Campinas/Piracicaba

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