Dono de churrascaria de Jaguariúna some e não paga funcionários

Empresário é suspeito de fugir para não pagar dívidas; A redação tentou mas não conseguiu contato

Paula Partyka – [email protected]

Funcionários de um estabelecimento localizado na Rua Thomaz Jasso, em Jaguariúna, suspeitam ter sofrido calote do dono da empresa. De acordo com eles, sem comunicar ninguém, o empresário sumiu e bloqueou qualquer tipo de contato. Ele também foi visto retirando coisas de sua casa onde morava e não pagou os salários.

Os funcionários comentam que o empresário tomou atitudes estranhas durante alguns dias, como fechar a churrascaria às 12h de um sábado, dia considerado movimentado. Depois, todos se reuniram (empresário e funcionários) e por existir algo estranho em toda a situação, questionaram se o estabelecimento seria fechado e como seria feito em relação aos pagamentos.

Ele afirmou que não iria fechar e comentou ter arrumado um emprego de gerente de churrascaria, em Limeira. “Achamos estranho, pois, como que o dono de uma churrascaria vai trabalhar em outra?”, questiona a colaboradora Patrícia Silva.

A partir deste dia, 19 de fevereiro, a mulher do empresário assumiu o empreendimento. Nesta segunda-feira, 02, todos sumiram.

Patrícia, Edite Nunes da Silva e Jhemson dos Santos Silva, são alguns dos funcionários que foram lesados com a situação. De acordo com eles, os salários chegam a estar atrasados desde novembro de 2019. “O que mais deixa a gente indignado é ele ter feito isso com todo mundo. A gente não podia nem mastigar um chiclete que levava advertência de R$100”.

Nas reuniões da empresa, os colaboradores contam que o empresário dizia não ter dinheiro. “Mas toda semana a mulher dele estava arrumando as unhas nos melhores salões. O natal passou nos melhores lugares. Tem dinheiro. Quem não tem é eu”, diz Patrícia.

Eles relatam também que atrás da churrascaria havia um alojamento onde os colaboradores ficavam. “Ele dava comida e as pessoas moravam aí. As carnes assadas à noite que não eram vendidas, eram requentadas e colocadas na marmita, servia para o pessoal que vinha comer aqui”.

O imóvel

O imóvel onde funcionava o estabelecimento é alugado e o dono, José Lemos, conta que está com um processo aberto contra o empresário no Fórum de Jaguariúna. “Ele fugiu. Levou muitas coisas minhas, que não pertenciam a ele. Uma pessoa sem caráter”, diz.

José acrescenta que está muito triste com essa situação. “Sem comentários fazer isso com pessoas humildes. Não se deve fazer isso com ninguém, imagina com pessoas que trabalham para pegar o que ganha de manhã para pagar as contas à tarde”.

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