2020 ano bissexto: Um fevereiro para não esquecer

O ano com 366 dias foi criado pelos romanos na época do imperador Júlio César para adequar o calendário ao tempo que a Terra leva para dar uma volta em torno do Sol

O ano de 2020 é bissexto, ou seja, tem 366 dias, um a mais do que os anos comuns. As 24 horas extras são acrescentadas em fevereiro, que, sendo assim, termina no dia 29 e não 28, como ocorre normalmente. Isso acontece de quatro em quatro anos.

O ano bissexto foi criado pelos romanos na época do imperador Júlio César. Era preciso adequar o calendário ao tempo que a Terra leva para dar uma volta em torno do Sol.

Ao contrário do que muitas pessoas acreditam, o movimento completo de translação não dura exatos 365 dias, mas sim 365 dias, cinco horas, 48 minutos e 46 segundos. A fração de horas, minutos e segundos, é arredondada e compensada no ano bissexto. Deste modo, as seis horas que “sobram”, são somadas, tornando-se 24 horas em um período de quatro anos, ou seja, um dia a mais.

Os antigos romanos também decidiram que esse dia extra seria 29 de fevereiro, o menor mês do ano. Sem o ano bissexto, as estações do ano não teriam datas definidas, como acontece hoje. “Um dia, o calendário marcaria o início da primavera e estaríamos no verão. Isso, para o controle da agricultura, por exemplo, seria péssimo, bem como para outros tipos de controle. A gente vive, basicamente, em função do calendário”, afirma o astrônomo Ayrton Lugarinho, em entrevista à rede estatal brasileira EBC. “A discrepância ficaria tamanha iríamos perder completamente o contato entre a realidade da astronomia e a nossa realidade como sociedade”, complementa.

Nascimentos

Apesar de 29 de fevereiro ser mais episódico que os demais dias do calendário, as pessoas nascidas nesta data devem ter o dia exato na certidão de nascimento, feita a partir da Declaração de Nascido Vivo (DNV), emitida por profissional de saúde responsável pelo acompanhamento da gestação, do parto ou do recém-nascido, inscrito no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) ou no respectivo Conselho profissional.

Conforme a Lei nº 12.662/2012, a DNV deve conter nome e prenome do indivíduo; sexo, dia, mês, ano, hora e município de nascimento. “Se a data for alterada é falsidade ideológica”, informa o diretor de registro civil da Associação dos Notários e Registradores do Distrito Federal, Paulo Henrique de Araújo.

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