Campeonato Municipal de Futsal Feminino é realidade em Jaguariúna; Conheça as equipes

Essa é a primeira vez na história que Jaguariúna tem uma competição oficial de futsal feminino no calendário esportivo

Paula Partyka – [email protected]

O primeiro Campeonato Municipal de Futsal Feminino de Jaguariúna começou. Organizado pela Secretaria de Juventude, Esporte e Lazer (SeJEL), a competição conta com oito times e cerca de 120 atletas. Por isso, a Gazeta Regional dá continuidade a uma série de matérias sobre os times participantes.

Na edição impressa 1709, contamos a história do time Audaz, na 1710, sobre o time da UniFaj, na edição 1711 a história do Lyon e Adaga. Na edição, 1712, a história do time feminino da Ponte Preta.

A equipe masculina da Ponte Preta é tradicional em Jaguariúna e a equipe feminina nasceu em cima do lance, em 2019. Parte da diretoria, Fernando Silva, explica que após o anúncio do primeiro campeonato de futsal feminino no município, houve interesse em montar a equipe feminina.

No prazo para entregar a ficha de inscrição, havia duas atletas no time. Nisso, Fernando avisou para a Secretaria de Esportes (SeJel) que não seria possível a participação da Ponte Preta no campeonato.

Sabendo disso, responsáveis de outros times entraram em contato com Fernando pois conheciam meninas dispostas a participar e então o grupo foi formado. “Antes disso não havia nenhuma ideia de formar um time feminino. Se não tinha campeonato, por que montar um time?”, pontua.

Tanto a comissão técnica da Ponte Preta quanto as integrantes se conheceram a partir da formação do grupo. O time tem quase a mesma quantidade de treinos e jogos.

Para Fernando, a iniciativa da Prefeitura, por meio da SeJel é bem bacana e é uma oportunidade para as mulheres. “Uma forma de incentivar”, afirma.

A atleta Letícia Marques Franceschini mora em Jaguariúna há oito anos e se surpreendeu com a iniciativa, pois já havia procurado alguns times mas nunca houve chance de jogar. “Surgiu a oportunidade e graças a Deus o time se entrosou rápido, as meninas são muito boas e legais. Deu super certo”, comemora.

“É muito legal porque o time da Ponte deu oportunidade para as meninas que não conseguiram entrar nos outros times que já estavam fechados. Então, com a iniciativa deles em montar um time que já tem tradição no futebol masculino, eles montaram o feminino”, relata Letícia.

A mais nova da equipe, Maria Clara Pegoretto da Silva, conta que quase não conseguiu jogar devido a sua idade. A partir da aprovação dos times participantes, a atleta de 15 anos conseguiu efetivar sua participação. “Eu sempre gostei mas nunca tive oportunidade. Para mim está sendo muito bom, uma experiência maravilhosa”.

Vanessa Caroline Batista conta que era de Minas Gerais e jogava futsal, mas há 10 anos em Jaguariúna, também não tinha oportunidade. “Eu sempre buscava por um time, falava com as meninas que jogam mas nunca tinha vaga. Aí quando soube do campeonato eu fui atrás e todos os times estavam fechados”.

Foi então que o Fernando soube do interesse de Vanessa e ela entrou para o time. “Está sendo uma experiência muito legal de poder ver que todos estão se unindo para dar seu melhor para jogar. Além de ver que as mulheres estão tendo oportunidade”.

As atletas e o Fernando comentam que estar chegando perto da semi-final é uma grande conquista. “A gente entrou para participar, para ser feliz pela oportunidade das meninas participar e agora estamos quase na semi-final. É uma super conquista”, concordam.

Fernando conta que a evolução nos treinos e jogos da equipe é visível para ele e para o professor Carlão, além de estar surpreso com o público durante os jogos. “O campeonato masculino não tem o público que está tendo o feminino. Só na semi-final e final. Mas durante o campeonato? Domingo, às 8h da manhã? Só o feminino”.

A equipe comemora a adesão e repercussão do primeiro Campeonato de Futsal Feminino. “Está dando muita emoção. Vários dons que estavam escondidos e agora todo mundo se dedicando para mostrar o seu melhor. E é preciso destacar o comprometimento das meninas”, finalizam.

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