Iniciativa na obra da barragem de Pedreira alfabetiza colaboradores

Primeira turma de Ensino Fundamental da escola ‘Formando Pessoas’ participa de aula inaugural

Dez trabalhadores do canteiro de obras da barragem de Pedreira, participaram na semana passada da aula inaugural da primeira turma de Ensino Fundamental da escola “Formando Pessoas”. As aulas, com duas horas de duração, são ministradas de segunda a quinta-feira, das 18h30 às 20h30, no centro da cidade.

O programa apresenta 320 horas aula e período total de nove a dez meses. No fim, todos os alunos fazem prova em instituição educacional e recebem diploma reconhecido pelo Ministério da Educação.

A escola “Formando Pessoas” é um projeto de capacitação da mão de obra, desenvolvido pelo Consórcio BP OAS-Cetenco, construtor do empreendimento que investe na educação incluindo a alfabetização de jovens e adultos. A ação integra as diretrizes do Plano Básico Ambiental (PBA), assumido em parceria com o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), do Governo do Estado, fomentador do contrato.

Formação

A contribuição para a erradicação do analfabetismo entre os colaboradores é um dos princípios que norteiam as ações de formação e educação estimuladas pelo consórcio, bem como a capacitação deles com oferta de qualificação, treinamentos e aperfeiçoamento.

As escolas de alfabetização voltadas aos trabalhadores das obras são projetos tradicionais protagonizados pelas empresas envolvidas na construção das obras da Barragem Pedreira. As ações estão relacionadas ao escopo do trabalho de responsabilidade social das empreiteiras, bem como estão nas plataformas socioambientais do empreendedor, por meio dos programas socioambientais integrantes do projeto.

“Para nós, é uma satisfação contribuir para o desenvolvimento dos trabalhadores e da cidade por meio da educação e o estímulo ao conhecimento”, explica o gerente do contrato BP OAS-Cetenc, Edson Cruz.

O engenheiro fiscal do DAEE na obra, Manoel Guerra, narrou a trajetória do pai, que se deslocou de Alagoas há 40 anos. Ele abria valas na Companhia de Águas e Esgoto do Estado, até que um dia pediu ao chefe para liberar um horário, de que pudesse estudar junto com os quatro filhos. “Meu pai aprendeu a ler e a escrever conosco. Investindo e acreditando na educação, formou três engenheiros e uma médica. Ele, por sua vez, se formou em técnico de saneamento”, revela.

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