Reflexos da Pandemia: Com as portas fechadas, academias tem faturamento quase zero

A academia Rsport existe há 12 anos em Jaguariúna e dispõe de diversas modalidades como musculação, dança, pilates, artes marciais, crossfit e treinamento funcional. Também oferece os serviços de avaliação física e massoterapia, suplementos e assessórios.

Com o decreto de quarentena, o proprietário Richard de Castro Buongermino considera que este é um dos setores mais prejudicados. A academia funciona de forma pré-paga, sendo o faturamento nesse período praticamente zero.

“Hoje estamos no limite, sem poder trabalhar, ignorados pelos órgãos responsáveis, sendo um serviço essencial por trazer saúde, bem estar e qualidade de vida para população. Está sendo o momento mais difícil dentro na nossa história, para donos de academia e profissionais de educação física”, lamenta.

Com o fechamento das academias, Richard conta que muitos alunos se encontram desmotivados e com medo devido à forma como o setor está sendo mostrado pelo governo e mídia. “Assim podemos esperar que a volta desses alunos após a liberação seja lenta e gradativa, ainda assim causando prejuízos para academias”.

A reabertura das academias, de acordo com o Plano São Paulo de retomada gradativa das atividades, está previsto para a fase 4 (a fase atual é a 2). O Centro de Contingência do coronavírus justifica a necessidade de manter suspenso o atendimento presencial em academias, pois, diante de outras atividades, o contato pessoal desta área é de alto risco, explica o Coordenador do grupo, o médico infectologista Dimas Covas.

“É algo fora da nossa realidade e aceitação. Nos promovemos saúde, os profissionais que trabalham nas academias são da área da saúde e estão aptos a orientar e lidar com essa situação melhor que muitos comércios que já estão liberados. Poderíamos ser um aliado muito significativo no combate e controle da pandemia promovendo saúde, melhorando a imunidade, curando doenças, combatendo o estresse e ansiedade e orientando a população sobre os cuidados a serem tomados”, afirma Richard.

O proprietário explica que a academia tem promovido aulas on-line, que é um mercado novo para o setor, alunos e professores. “Vem crescendo aos poucos, mas ainda existe resistência dos alunos e pouca adesão, não gerando um retorno próximo aos das aulas presenciais”.

“Hoje me sinto em uma situação muito difícil de aceitar: um serviço essencial provedor de saúde, reabilitação e prevenção, sendo tratado como centro de lazer”, lamenta Richard. “Ver seus parceiros fechando as portas, profissionais desempregados e correndo o risco de acontecer o mesmo. Um negócio que você batalhou anos para conquistar podendo terminar por conta de argumentos políticos não infundados. Essa é nossa triste realidade”, finaliza.