Doria deve prolongar e flexibilizar a quarentena em SP a partir de 1º de junho

Regras de flexibilização do isolamento social devem ser diferentes de acordo com o grau de contaminação das cidades e regiões

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirma que deve decretar um novo prolongamento da quarentena a partir de 1º de junho, quando se encerra o prazo definido por ele para paralisação das atividades não essenciais em todo estado. Em entrevista ao canal Globonews, Doria explica que o próximo período de quarentena deve ser heterogêneo, de acordo com o grau de contaminação de cidades e regiões.

Os detalhes são apresentados em entrevista coletiva marcada para a manhã desta quarta-feira, 27. “Evidentemente que vamos ter uma nova quarentena, mas de forma inteligente e não de forma homogênea, como vem sendo feita”, diz.

Entre as medidas de retomada das atividades que seriam anunciadas pelo governo sob o projeto batizado de Plano São Paulo – e válidas para todo o estado -, estão a reabertura de salas de cinema com limitação de assentos a partir da técnica “tabuleiro de xadrez” (alternando poltrona ocupada com poltrona vazia), sistema de escaneamento de ingressos para evitar o contato com funcionários e venda de bebidas e alimentos somente em pacotes fechados. Nos parques, as medidas restritivas incluem permissão para atividades físicas de forma individual ou em grupos de pessoas que vivem na mesma casa. O uso de bancos será proibido.

Nos salões de beleza, as reaberturas devem ser com quadro reduzido de funcionários e uso obrigatório de mecanismo de limpar sapatos com hipoclorito de sódio antes de entrar no estabelecimento. Nas academias de ginástica, é restringida a entrada de um cliente para cada 4m². As regras tiveram como inspiração práticas estabelecidas em países como Estados Unidos, Alemanha e Dinamarca. O plano de retomada está sendo gerido pela equipe econômica de Doria e liderada pela secretária de Desenvolvimento Econômico, Patricia Ellen.