Dólar opera com instabilidade após se aproximar de R$ 4,22

Na máxima do dia até o momento chegou a R$ 4,2195

O dólar opera com instabilidade nesta terça-feira, 19, após se aproximar de R$ 4,22 pela manhã, conforme o mercado analisa o cenário para fluxos de capital estrangeiro até o fim do ano e a postura do Banco Central diante da série de valorização da moeda. Às 14h38, a moeda norte-americana era vendida a R$ 4,2022, em queda de 0,09%. Na máxima do dia até o momento chegou a R$ 4,2195. Na mínima, recuou a R$ 4,1869. Já o dólar turismo era negociado a R$ 4,3893, sem considerar o IOF (tributo).

Os investidores aguardam novidades sobre as negociações comerciais entre Estados Unidos e China e a participação em audiência no Senado do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, em busca de pistas sobre a atuação do BC frente à superação do patamar de R$ 4,20.

Na segunda-feira, o dólar subiu 0,32%, e terminou o dia a R$ 4,206, novo recorde nominal da era do real. No ano, o dólar acumula alta de 8,56% sobre o real. No mês, o avanço é de 4,89%.

Analistas apontam que não houve um evento específico para a piora do mercado de câmbio, mas os negócios seguem pressionados pelas tensões políticas em países vizinhos, como Bolívia e Chile e preocupações sobre as negociações entre China e Estados Unidos.

A guerra comercial era mais uma vez o centro das atenções nos mercados, com os investidores à espera de novos acontecimentos na prolongada disputa entre as duas maiores economias do mundo, destaca a Reuters.

O BC anunciou que ofertará até US$ 785 milhões em moeda spot na quinta-feira, 21, dia em que também disponibilizará até 15.700 contrato de swap cambial reverso e também 15.700 contratos de swap tradicional para rolagem do vencimento janeiro 2020.

Mais cedo, o BC havia cancelado operações anunciadas para esta terça, devido ao feriado de quarta-feira em São Paulo pelo Dia da Consciência Negra. O BC comunicou ainda que na quarta-feira não haverá oferta simultânea de dólar à vista e de contratos de swaps, destaca a Reuters.

Fonte: G1.