Após decisão do STF, defesa pede liberação do DJ Rennan da Penha da prisão

A defesa do DJ Rennan da Penha, criador do Baile da Gaiola, vai pedir a liberação do funkeiro, preso em abril, após ser condenado em 2ª instância a seis anos de prisão por associação ao tráfico. A informação foi confirmada ao EXTRA nesta sexta-feira, 08, pelo empresário do funkeiro.

“Vamos pedir a liberação dele logo, isso é óbvio. A defesa está aguardando a ata da decisão de ontem para entrar com um pedido de soltura”, disse o representante do artista, Billi Barreto.

O pedido será feito com base na decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que derrubou na noite de quinta-feira, 07, por seis votos a cinco, a possibilidade de prisão por condenados em segunda instância, ou seja, do cumprimento da pena somente após julgamento de todos os recursos. Por conta dessa votação, nesta sexta-feira, o nome de Rennan da Penha está entre os mais citados nas redes sociais.

Rennan da Penha havia sido absolvido na primeira instância do julgamento. Na ocasião, a Ordem dos Advogados do Brasil questionou a prisão de Rennan e afirmou que a condenação seria uma tentativa de criminalizar o funk.

A mulher do funkeiro também comemorou a decisão do STF e possível liberação do DJ. “Estou muito feliz. É um alívio. Agora é esperar ele ser solto”, diz Lorenna Vieira.

No fim do mês passado, Rennan, de 25 anos, levou o troféu Canção do Ano do Prêmio Multishow pela música “Hoje eu vou para a gaiola”, que fez em parceria com MC Livinho. Na ocasião, a mulher e o empresário do artista subiram ao palco e pediram liberdade para ele.

“Viva a favela, viva o funk, viva a liberdade de expressão. DJ não é bandido. E liberdade a Rennan da Penha”, gritou o empresário no palco, sendo aplaudido pela plateia.

Morador do Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio, Rennan estourou no ano passado, após criar o chamado 150 bpm, um ritmo mais acelerado de funk que ainda na favela atraiu o asfalto e colocou o nome do produtor em destaque. Rennan está preso desde abril no presídio Bangu 9, no Complexo de Gericinó, Zona Oeste do Rio.