Projeto de aluno da UniFaj fica entre os 10 melhores do Brasil

O objetivo principal do projeto foi desenvolver um produto que atenda ao Design Universal, buscando facilitar as atividades desenvolvidas por pessoas com deficiência visual

O aluno da Engenharia de Produção do Centro Universitário de Jaguariúna (UniFaj), Rafael Pereira, ficou entre os 10 finalistas no Empreenda Santander – Universitário Empreendedor. Ele apresentou DLDV, projeto de dispositivo para locomoção de deficientes visuais.

A parte técnica do projeto submetido pelo aluno foi desenvolvida na disciplina de Projeto do Produto, ministrada pelo professor Geraldo Delgado e orientado na parte de empreendedorismo pela professora Vivianne Delgado. Foram mais de três mil projetos inscritos na categoria e o de Rafael ficou entre os 10 melhores do Brasil.

No Brasil a deficiência visual atinge mais de 6,5 milhões de pessoas, dentre as deficiências é a que atinge maior porcentual da população. “O objetivo principal do projeto foi o de desenvolver um produto que atenda ao Design Universal, buscando facilitar as atividades desenvolvidas por pessoas com deficiência visual. Através do produto, o consumidor poderá caminhar com mais segurança, pois não correrá o risco de sofrer acidentes ocasionados por obstáculos, pois tais objetos serão identificados através do sensor que emitirá um sinal sonoro, para que o usuário consiga desviar com segurança, proporcionando inclusão social aos seus usuários. O DLDV é capaz de proporcionar mais segurança e autonomia com a função de detectar qualquer objeto que entrar em seu campo, permitindo ao usuário tempo de reação”, explica a professora Viviane.

O aluno participou de mentorias online oferecidas pela Ace Startups para preparação do pitch para a banca de avaliação. Recebeu também técnicas de oratória e conselhos para apresentação do Projeto. A mentoria com a aceleradora continua por 6 meses, proporcionando continuidade no desenvolvimento do projeto e das habilidades e competências do aluno nos temas inovação, empreendedorismo e impacto social.

“O DLDV surgiu a partir de um estudo que busca resolver a maior dificuldade do público-alvo visando o menor custo possível. Escolhemos os deficientes visuais, pois dentre as deficiências é a que atinge maior percentual da população (no Brasil possui mais de 6,5 milhões de pessoas). O DLDV foi desenvolvido a partir de uma entrevista intensa com o Glauco (era deficiente visual) e também utilizou nosso protótipo”, conta o estudante Rafael.

Ele explica que o DLDV é capaz de proporcionar maior segurança e autonomia, pois sua função se constitui em detectar qualquer objeto/obstáculo que já estivesse à frente ou viesse a surgir na frente do usuário. “Quando surgiu a inscrição de projetos no Santander, tivemos a ideia de aproveitar a oportunidade. Após preenchermos todos os requisitos e descrição, tivemos depois de algum tempo o feedback que estávamos entre os 50 melhores e logo depois entre os 10 melhores do Brasil”, cita o estudante. “Foi incrível ver o impacto que conseguimos causar, apesar das dificuldades que encontramos em alguns momentos, por causa de conhecimento e aplicabilidade a UniFAJ sempre nos ajudando com tudo que tinham disponível e até mesmo com indicações. Isso é excelente, pois demonstra a qualidade do ensino que temos à nossa disposição e que estarão sempre lá para alcançarmos o que desejamos”.

O professor e diretor acadêmico de unidade da UniFaj, Flávio Fernandes Pacceta, presente na cerimônia de anúncio e premiação dos vencedores do Prêmio Santander Universidades destacou a importância da conquista. “Embora não tenha conquistado o primeiro lugar – que foi para um projeto bem parecido, mas voltado pra deficientes auditivos – tem o mérito juntamente com o curso, seus professores e orientadores, além de toda a UniFaj, de ter conquistado esse feito histórico é inédito até o momento em nossa história. Um marco de incentivo para ele e todos os nossos alunos! Obrigado e parabéns a todos!”.