Ex-vice-prefeita de Jaguariúna é vinculada a um caso de denúncia caluniosa erroneamente

A ex-vice-prefeita de Jaguariúna, Maria Auxiliadora Zanin, foi vinculada recentemente a um caso de falsa denúncia que gerou uma investigação criminal contra o ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares. A ex-vice-prefeita, conhecida como Dra Dora, busca esclarecer os fatos e deixar claro que seu nome, trajetória e fotos utilizados nas matérias publicadas deste o início de agosto, foram utilizados erroneamente.
A verdadeira condenada pela falsa denúncia é Maria Auxiliadora Barbosa Zanin, que foi presa preventivamente pela Polícia Civil na sexta-feira, 09. Ela foi sentenciada, em primeira instância, em 2016, por denunciação caluniosa.

O conteúdo publicado em um jornal foi replicado por pelo menos outros 15 veículos. “Comecei a receber essas matérias sem parar, no domingo, dia dos pais”, conta. Em contato com o jornal e assessoria do jornalista responsável pela matéria, Dra Dora pediu para corrigirem o engano, mas a matéria continua a ser multiplicada no Brasil todo.
Dr. Dora trabalha no Departamento Regional de Saúde de Campinas, é articuladora de 42 municípios do Estado de São Paulo, foi membro da Diretoria do Conselho Estadual de Secretários Municipais de Saúde por três anos, entre outros. “Então, meu nome é conhecido no Estado de São Paulo inteiro. Já imaginou todas as pessoas que foram lendo esses jornais?”, questiona.

Diante disto, ela conseguiu com que o jornal da matéria original postasse uma errata, informando o erro. No entanto, ficou decepcionada com o tamanho da nota, uma vez que não teve efeito algum, já que continuam procurando-a para falar sobre o assunto.
Na tarde desta quarta-feira, 21, Dr. Dora foi até a Delegacia de Polícia de Jaguariúna realizar o boletim de ocorrência para deixar claro para que não é ela a pessoa condenada. “Nesse momento a minha preocupação é esclarecer para os órgãos públicos, a população e amigos. Isso está causando para minha vida particular, minha família e minha profissão, um transtorno imenso. Uma situação tão difícil para mim que, eu preciso que se esclareça”, diz.

O caso

O Juiz Federal Alessanro Diaferia condenou Maria Auxilidora Barbosa Zanin por falso testemunho por ter acusado o ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, de ter recebido uma mala de dinheiro no caso do mensalão. O petista foi preso em 2018 por determinação do então Juiz Sergio Moro e só agora foi liberado, após esta decisão da justiça.
Conforme a sentença, Zanin foi condenada a oito anos e 11 meses de prisão por falso testemunho. O magistrado afirma que ela, após ser demitida da agência de publicidade de Eduardo Fischer, à época das acusações, teria inventado que o ex-chefe teria entregado mala de dinheiro para Delúbio Soares e Silvio Pereira, do PT. Além disso, ela afirmou que, em sua presença, estava o ex-ministro Alceni Guerra e Donato Otacílio — que a desmentiram.

Na sentença, o juiz afirma que, em depoimento, Otacílio disse que Maria ofereceu a ele R$100 mil para confirmar a versão dela e depois um suposto repórter da Veja ofertou R$300 mil pelo depoimento. “Otacílio confirmou o anteriormente relatado, narrando que dois dias após o encontro com a acusada no saguão do hotel, esta lhe telefonou oferecendo R$100.000,00 para que o depoente declarasse que tinha visto uma mala de dinheiro e que tinha visto dinheiro caindo, o que não foi por ele aceito”, escreveu o magistrado.

Redação