Regulação dos serviços de saúde é tema central em reunião da comissão permanente do Parlamento da RMC

A Comissão Permanente de Saúde do Parlamento Metropolitano da Região Metropolitana de Campinas (RMC) se reuniu, na última sexta-feira (24), para definir os principais assuntos que irão nortear as ações da equipe de trabalho durante o ano. O principal tema discutido no encontro, realizada na Câmara Municipal de Santo Antônio de Posse, foi a Central de Regulação de Oferta de Serviços da Saúde (Cross).

O vereador de Jaguariúna Afonso Lopes da Silva (Silva) foi escolhido coordenador adjunto da Comissão Permanente. Ele é um dos principais entusiastas das iniciativas de regionalização da regulação, permitindo que os pacientes de todas as cidades da região consigam ser atendidos de maneira mais rápida e eficaz, otimizando as ações e economizando recursos.

“Nossos esforços devem ser, também, para explicar para a população que os vereadores não têm nenhum controle sobre as vagas designadas pela Cross. As discussões do Parlamento da RMC giram neste sentido, de buscar a regionalização do sistema e aprimorar o acesso dos usuários da Saúde às vagas que são disponibilizadas diariamente nas unidades hospitalares”, afirmou Silva.

A Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde Regional que deveria estar operando em Campinas, desde novembro do ano passado, continua apenas como uma promessa. A intenção era de que o serviço agilizasse o tempo de espera de atendimento para exames e internações. No entanto, a regulação das vagas continua sendo feita na cidade de São Paulo. Sempre que um cidadão necessita de uma vaga de internação, a solicitação vai para a Capital, que pode direcionar o paciente para qualquer cidade do Estado.

O projeto foi criado em 2018, pela Diretora Técnica do Departamento Regional de Saúde (DRS) VII, Mirella Povinelli. A Comissão de Saúde do Parlamento da RMC deverá marcar, para o próximo mês, uma reunião com Mirella para tomar conhecimento deste projeto e apresentar sugestões em outros pontos específicos, como medicamentos de alto custo e judicialização da medicina pública.

O governo estadual anterior investiu R$ 838,6 mil na reforma do espaço onde a Cross seria instalada, no prédio onde já funciona a DRS VII, em Campinas, na Avenida Orosimbo Maia. À época, foi divulgado que o serviço teria o custo mensal de R$ 530,9 mil por mês, funcionaria todos os dias, 24 horas, cooperando na transferência de pacientes dos 42 municípios da região da DRS VII para serviços de referência em saúde, como de oncologia e hemodiálise.

Segundo Silva, que também é 1º tesoureiro do Parlamento Metropolitano, somente com a união das cidades os resultados serão satisfatórios para todos. “Não cabe mais nenhum tipo de discussão em nível local e unitário. Precisamos trocar experiências e desafios, se quisermos ter uma RMC cada vez mais forte e oferecendo os melhores serviço e atendimento para nossa população”, concluiu.