Sem solução, sino da Igreja Centenária está em ‘silêncio’

Edmilson Alves

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A semana foi ‘literalmente’ agitada para os moradores de Jaguariúna. Isto porque, os badalos do sino da Igreja Matriz Centenária, que fica na Praça Umbelina Bueno, no Centro, foi silenciado. A decisão partiu do pároco Milton Modesto, da Paróquia Santa Maria, que determinou o desligamento do sino ao meio-dia de quarta-feira, 25.

A decisão do pároco, conforme ele mesmo explicou durante uma reunião na prefeitura, partiu para evitar possíveis transtornos judiciais, em função de um morador, o advogado e procurador do Município, André Brogim Silva, que pediu junto ao Ministério Público (MP), em 18 de junho, a interrupção do mecanismo do equipamento, entre 22h e 7h da manhã. “Pedi ao senhor Moacir (responsável pela manutenção do sino) que desligasse o mecanismo até a questão ser resolvida”, disse o padre.

Conforme apurado pela reportagem, o morador entrou com a representação no Ministério Público, depois de ter feito, sem sucesso, uma reclamação administrativa nos órgãos competentes da Prefeitura. Na representação ao MP, questiona o código de postura municipal, que diz “Da Polícia de Costumes, Segurança e Ordem Pública Seção I – Da Ordem e Sossego Público” artigo 94: “É proibido executar qualquer trabalho, serviço ou culto religioso que produza ruído ou que venha perturbar a população, antes da 7 (sete) e depois das 22 (vinte e duas) horas”.

No pedido ao MP, em um dos trechos, ele cita: “… e não faço apenas para meu deleite de sono noturno, mas porque além da própria razoabilidade do pleito e bom-senso, não posso sequer receber visita em casa”.

Por ser um equipamento centenário, de funcionamento mecânico, o padre Milton disse que não há a possibilidade de ser interrompido somente no horário estipulado pelo reclamante. “No entanto, primeiro, antes de ele procurar o Ministério Público, havia proposto comprar um aparelho que faça com que o sino não toque no horário que ele está reclamando”.

A reclamação do advogado, segundo o padre, é que os badalos o incomoda em dormir durante a madrugada. André, segundo foi apurado, reside há quatro meses na cidade, no prédio em frente à histórica igreja centenária, na Rua Coronel Amâncio Bueno, Centro. Ele se mudou de Monte Claros, em Minas Gerais, para assumir a função de procurador, após sem aprovado em concurso público. O caso tomou uma proporção grande que, praticamente, mobilizou a cidade toda, a favor de que o sino continue a tocar.