Brasil x Bélgica, um jogo para o vencedor se credenciar ao título

De um lado Neymar Jr, Philippe Coutinho e companhia; de outro, Lukaku, Eden Hazard e companhia. Assim pode ser definido o duelo entre Brasil x Bélgica, na próxima sexta-feira, 6 de junho, às 15h (horário Brasília), pelas quartas de final, pela Copa do Mundo da Rússia.

A partida, para muitos, é considerada uma final antecipada, pois a seleção brasileira chegou ao Mundial credenciada ao título, pelo bom futebol apresentado nas Eliminatórias. Já o time da Bélgica é considerado o melhor que o país já teve nos últimos tempos, com jogadores de alto nível, protagonistas nos clubes onde jogam, tais como o goleiro Courtois, os atacantes Lukaku e Eden Hazard (o craque do time) e o zagueiro Kompany. Quem vencer, entrará como franco favorito à semifinal, e quem sabe ao título.

Esse duelo, há quem considere uma revanche da Copa de 2002, única vez em que as equipes se enfrentaram em Mundial, na ocasião, nas oitavas, que terminou com a vitória da Seleção Brasileira, pelo placar de 2 x 0, numa partida que brilhou a estrela do atacante brasileiro Rivaldo, despachando, assim, os belgas para casa.

Já a Seleção Brasileira, é apontada como favorita para essa partida, se levarmos em consideração o retrospecto das duas equipes na atual competição. A Seleção Canarinho, chega com três vitórias consecutivas, pelo mesmo placar, de 2 x 0, sofrendo somente um gol, na estreia, contra a Suíça, num lance contestado pelo brasileiro, que pediu falta do atacante suíço Zuber no zagueiro Miranda.

A Bélgica é uma das três equipes a fechar a primeira fase com 100% de aproveitamento. As outras foram o Uruguai e a Croácia. Destes, o time belga leva vantagem no saldo de gols, sendo portanto, o melhor time da primeira fase. Foram duas goleadas aplicadas, sendo 3 x 0 sobre o Panamá e 5 x 2 na Tunísia, e, já classificada, entrou em campo com time reserva e bateu a favorita Inglaterra, pelo placar de 1 x 0.

BRASIL

Na última partida, pelas oitavas de final, contra o México, na segunda-feira, 2, a Seleção Brasileira, mostrou seu favoritismo, mesmo tendo dificuldade no início da partida, dominada pelos mexicanos. Até os 25 minutos, o México dominou o meio de campo, chegando forte ao ataque. O time mexicano esteve mais próximo da área brasileira, mas pecava nas finalizações. Enquanto que o Brasil buscava o ataque mais organizado, mas também não levava perigo ao gol de Ochoa.

Com isso, pode-se dizer que nesta primeira etapa o time de Tite não apresentou o mesmo futebol ofensivo de outros jogos. O Brasil insistia na dupla Coutinho e Neymar, enquanto que os mexicanos, comandado pelo ex-técnico do São Paulo, Juan Carlos Osorio, escalou o veterano Rafa Marquéz como volante, à frente da defesa.

No entanto, o esquema agressivo do México parou aos 25 minutos, com a organização tática do Brasil, que passou a dominar as jogadas, brilhando, assim, a estrela de Neymar, autor do primeiro gol, resultando na sua melhor apresentação no Mundial, e também do atacante Willian, considerado o melhor em campo, além de Firmino, que entrou no final do segundo tempo, anotando seu gol.

Já no segundo tempo, o Brasil tomou conta do jogo. A Seleção voltou com outra postura, que, com certeza, Tite foi o responsável pela melhora. A superioridade do Brasil foi transformada em gol logo aos 5 minutos, com gol de Neymar, inspirado em campo. O lance que originou o gol começou com ele. Na entrada da área, o atacante brasileiro tocou para Willian, na esquerda, que cruzou em direção a Gabriel Jesus, que não alcançou, mas foi encontrar o pé de Neymar, que completou para o gol.

Já o México, naquele momento sem Rafa Marquéz, que não voltou dos vestiários, substituído por Layún, mostrou que não teria forças para reagir, com Neymar e Willian tomando conta do jogo. No entanto, uma das saídas encontradas pelos mexicanos foi caçar Neymar em campo, com faltas. No entanto, a estratégia não deu resultado. O Brasil dominava as ações, tanto defensiva quanto ofensiva, e foi justamente num ataque rápido, aos 42 minutos, que Firmino, que havia entrado no lugar de Coutinho, deixou sua marca, fazendo 2 x 0, completando cruzamento de Fernandinho, que havia recebido a bola de Neymar.

Já a Bélgica, adversária de sexta-feira, em sua partida de classificação às quartas de final, não apresentou o mesmo futebol da primeira fase, sendo facilmente envolvida pelo rápido futebol do Japão. Por outro lado, a Bélgica mostrou seu poder de reação, ao estar perdendo por 2 x 0 para os japoneses, virando o placar para 3 x 2, com gol nos acréscimos.